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Mutirão em escola de Poxoréu emite primeiro título para 70 jovens eleitores

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Setenta alunos da Escola de Tempo Integral “Padre César Albisetti”, em Poxoréu (município distante a 263 km de Cuiabá), já estão aptos a votar nas próximas eleições. Um mutirão eleitoral realizado nos dias 17 e 18 de junho pelo cartório eleitoral da 47ª Zona Eleitoral fez o alistamento eleitoral com cadastramento biométrico dos jovens eleitores. Essa atividade é parte do planejamento estratégico do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) para alcançar a meta 98% de cadastramento biométrico no estado para as próximas eleições. 

Na escola de Poxoréu, o aluno já saía com o primeiro título eleitoral em mãos. Esse trabalho teve a parceria da Prefeitura Municipal para o transporte dos servidores e dos equipamentos levados até a unidade escolar. Além dos cinco servidores responsáveis pelo atendimento, a Justiça Eleitoral contou com três kits biométricos. Cada kit é formado por leitor óptico de digitais, PAD de captura de assinatura, dispositivo de captura de imagens digitais e dois módulos, sendo um de cenário e outro de acondicionamento e transporte.  

O público-alvo do mutirão é formado por adolescentes com idade entre 15 e 17 anos que estão no 9º ano do Ensino Fundamental e 1º e 2º ano do Ensino Médio. No primeiro dia do mutirão foram 35 alistamentos, o mesmo número alcançado no segundo dia. O atendimento ocorreu sempre no horário das 8h30 às 13h. Para o alistamento era necessário apenas a apresentação de documento oficial com foto e comprovante de endereço, abertura e preenchimento do cadastro, coleta de assinatura, biometria e, por fim, a foto. O aluno já deixava a escola com o título de eleitor em mãos. 

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O analista Wesley de Lima, chefe do cartório eleitoral em substituição, informou que a ação realizada teve o objetivo de fomentar a participação política dos estudantes e o exercício da cidadania, com enfoque na emissão do primeiro título e aumento do índice de eleitores com biometria. “Os resultados foram satisfatórios, além de agregar aos alunos a experiência e o conhecimento sobre aspectos da vida cidadã. O desenvolvimento de ações voltadas ao público estudantil reforça o compromisso de inclusão, participação política e reflexões práticas sobre cidadania e direitos por meio do acesso facilitado aos serviços da Justiça Eleitoral no ambiente escolar”, avaliou. 

Ele ressaltou que o atendimento não foi aberto ao público externo para não prejudicar as aulas dos alunos. A unidade escolar disponibilizou uma sala ampla, climatizada, com várias tomadas e acesso à internet. Ainda, foi disponibilizado um servidor para acompanhar a equipe da Justiça Eleitoral para auxiliar nos trabalhos, convocando os alunos, aos poucos, sala por sala, para não formar filas. Após receber o primeiro título, o aluno era orientado baixar no celular o aplicativo do e-Título, nos sistemas operacionais iOS e Android.  

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Embora o voto para menores de 18 anos seja facultativo, o mutirão incentiva o exercício da cidadania, colocando a juventude como protagonista na escolha de seus representantes no Executivo e no Legislativo, nas esferas municipal, estadual e federal. “Em nível local, estamos planejando ampliar a ação para as demais escolas de nível médio do município e alguns distritos de Poxoréu”, concluiu Wesley de Lima. 

Jornalista: Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma sala equipada com computadores, onde vários adolescentes estão sendo atendidos pela Justiça Eleitoral. À frente, uma mulher opera um computador com equipamentos periféricos, fazendo atendimento eleitoral. Outras pessoas, incluindo alunos, estão sentadas ou em pé, interagindo e utilizando os computadores. A sala de aula apresenta paredes revestidas com azulejos brancos e mobiliário simples de madeira. 

 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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