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Entidades fiscalizadoras escolhem seções que terão urnas submetidas ao Teste de Integridade

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Entidades fiscalizadoras credenciadas escolheram as seções eleitorais que terão as urnas submetidas ao Teste de Integridade e ao Teste de Autenticidade nas Eleições Municipais de 2024. A cerimônia pública de escolha ocorreu na manhã deste sábado (05.10), no Plenário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Com isso, foram definidas 20 seções para o Teste de Integridade e 3 seções para o Teste de Autenticidade, procedimentos que ocorrerão neste domingo (06.10).

Os e as representantes das entidades fizeram a escolha das seções, dentro das 10 rotas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral, visando facilitar a logística de traslado das urnas que serão submetidas ao teste. Em alguns casos, eles optaram por não escolher as seções e, dessa forma, foram realizados sorteios, também de forma pública.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destacou, durante a abertura da cerimônia, que todo o procedimento visa reforçar a segurança e integridade da urna eletrônica. “Dessa forma, garantimos a transparência do processo eleitoral e a confiança do eleitorado. A tecnologia utilizada nas urnas é constantemente aprimorada e submetida a rigorosos testes de segurança, assegurando que o voto de cada cidadão e cidadã seja contabilizado de maneira correta e inviolável”.

O coordenador da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), juiz Alexandre Elias Filho, ressaltou que a escolha das seções é uma etapa importante do processo de auditoria das urnas eletrônicas. “Tudo transcorreu normalmente, com a participação das entidades fiscalizadoras e a abertura para toda a sociedade e transmissão ao vivo, garantindo a lisura do procedimento. Assim, conseguiremos proceder com o Teste de Integridade, que consista na votação que ocorre em cédula de papel, ao mesmo tempo que a votação eletrônica, sendo que ao final, os votos registrados na urna e nas cédulas de papel são conferidos, a fim de atestar a credibilidade do processo eletrônico de votação”, explicou.

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Representando a Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), Aprígio Guilherme Miranda de Freitas frisou que a cerimônia de escolha das seções eleitorais é fundamental para a transparência do pleito. “É muito importante para validar o processo eleitoral, pois o Teste de Integridade atesta a segurança e a transparência, dando essa garantia para a população, para todo o cidadão e cidadã mato-grossense de como o sistema eleitoral é extremamente confiável”.

Após a escolha/sorteio das urnas, equipes de auditoria interna e externa se deslocaram para retirar as urnas eletrônicas nas seções eleitorais. Antes, porém, o grupo passou pelos Cartórios Eleitorais para juntar a documentação necessária, conforme detalhou o coordenador de Controle Interno e Auditoria do TRE-MT, Daniel Taurines. “Essa passagem pelo cartório é necessária para pegar as atas e todos os documentos de preparação das urnas que já estavam no local, como carga e lacre, para só então retirarmos as urnas do local de votação. Essas, por sua vez, são substituídas por novas urnas, que passam pelos mesmos procedimentos de preparação para a votação”.

Já atuando como auditor externo, o representante da Maciel Auditores, Hélio Tonda Netto, afirmou que a auditoria externa tem a função de validar o trabalho feito pelos servidores e servidoras da Justiça Eleitoral. “Fazemos todo o trabalho de acompanhamento e conferência das urnas para o Teste de Integridade. Temos uma equipe de seis auditores, que estão divididos nas atividades, participando de todo o processo, com o objetivo de dar segurança aos procedimentos. E, ao final dos trabalhos, elaboramos um relatório de auditoria que é encaminhado ao TRE-MT e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”.

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Logística nos municípios

Para o Teste de Integridade foram escolhidas/sorteadas seções dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Poconé, Alto Paraguai, Arenápolis, Barra do Bugres, Tangará da Serra, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Rondonópolis, Jaciara, Cáceres, São José dos Quatro Marcos, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Sinop, Lucas do Rio Verde e General Carneiro. Já para o Teste de Autenticidade foram escolhidas seções eleitorais de Guarantã do Norte e de Cuiabá. No caso do Teste de Autenticidade, o procedimento ocorrerá diretamente nas Zonas Eleitorais às quais pertencem os municípios das seções escolhidas/sorteadas.

Já o Teste de Integridade será realizado no dia da votação (06.10), a partir das 6h, nas salas 5, 6 e 7 do 2º andar do setor leste da Arena Pantanal, situada na Avenida Agrícola Paes de Barros, s/n, bairro Verdão, em Cuiabá. Na hipótese de ocorrer votação em segundo turno, o sorteio das urnas será realizado às 8 horas do dia 26 de outubro, e a auditoria, a partir das 6 horas do dia 27 de outubro do corrente ano, nos mesmos locais.

Clique aqui e confira todas as seções escolhidas/sorteadas que terão as urnas submetidas ao Teste de Integridade e ao Teste de Autenticidade.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra a presidente do TRE-MT, de pé, vestindo uma camisa branca e com cabelos presos. Atrás dela, aparece um telão com o assunto da cerimônia em destaque e alguns globos de sorteio similares aos de bingo. De frente para ela, está uma plateia formada por homens e mulheres.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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