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Colóquio aborda realidades da comunicação e a Justiça Eleitoral

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Com o objetivo de fomentar o debate na Justiça Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) sediou o VI Colóquio de Direito Eleitoral do Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral (COPEJE), nesta sexta-feira (14.04). Cerca de 100 pessoas participaram do evento, que teve como tema “As novas realidades da comunicação e a Justiça Eleitoral”.

O presidente do COPEJE, Telson Ferreira, fez a abertura do encontro, e agradeceu ao TRE-MT. “Fico muito feliz pela oportunidade proporcionada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso de debatermos este assunto, promovendo o aprimoramento daqueles(as) que atuam no Direito Eleitoral”.

A palestra foi ministrada pelo ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado, José Eduardo Rangel de Alckmin, que é natural de São Paulo (SP), mas recebeu, em 2012, o título de Cidadão Cuiabano. “É uma satisfação estar aqui neste estado, onde se constrói o Direito Eleitoral de forma muito qualificada, com contribuições relevantes para todo o país. Eu agradeço imensamente a gentileza do COPEJE e do TRE-MT de ter me propiciado esse encontro”, frisou José Alckmin, após ter abordado pontos como o combate à disseminação de fake news e outras questões relacionadas às novas realidades da comunicação no âmbito eleitoral.

Após a palestra, foi realizada a solenidade de entrega da Medalha Ministro Célio Silva, mais alta comenda concedida pelo COPEJE, e de homenagens. O presidente do TRE-MT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, foi um dos agraciados. A Medalha foi entregue pelos juízes-membros da categoria Jurista, Jackson Francisco Coleta Coutinho e Abel Sguarezi, assim como uma placa em homenagem pela iminente conclusão da gestão 2021/2023.

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Em nome do COPEJE, o juiz-membro Jackson Coutinho, destacou a honra por fazer parte do Conselho, e ressaltou a admiração pelo presidente do TRE-MT. “Sua trajetória é inspiradora e sua dedicação ao serviço público é admirável. São poucas as pessoas que têm a oportunidade de atuar em tantas áreas distintas e deixar a sua marca em cada uma delas. O que é mais gratificante para nós da classe Jurista, é que traz consigo na bagagem a experiência de ter exercido a advocacia no estado de são Paulo, o que faz compreender com mais facilidade as agruras e aflições de nossa classe”.

Ele frisou, ainda, a sabedoria na condução da gestão do TRE-MT e das últimas eleições. “Mesmo com desafios significativos, como a pandemia da Covid-19 e com a polarização política, o senhor nos conduziu a realizar uma eleição tranquila no nosso estado, nos trilhos do caminho da conquista do Selo Diamante, que coloca este Tribunal nas primeiras colocações no ranking do Prêmio de Qualidade de 2022 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça)”, acrescentou o juiz-membro.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha agradeceu a homenagem. “É um momento realmente de emoção para mim. Primeiro, porque o COPEJE me dá a honra de fazer o encerramento deste Colóquio, e agradeço o Dr. Telson, por esta deferência. Quero agradecer as homenagens, a parceria e apoio ao longo deste tempo. Talvez uma das coisas mais reais que o Dr. Jackson tenha dito é que a advocacia me proporcionou uma visão que carreguei quando ingressei na magistratura. Garanto que serei eternamente grato e digno destas homenagens”.

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A vice-presidente e corregedora regional eleitoral do TRE-MT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, também foi homenageada pela iminente conclusão da gestão 2021/2023. O advogado Ulisses Rabaneda dos Santos, que é conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-membro do TRE-MT, também foi agraciado com a Medalha Ministro Célio Silva.

Também participaram do evento, as desembargadoras Maria Aparecida Ribeiro e Serly Marcondes Alves; a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso; os juízes-membros do TRE-MT, Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro e Eustáquio Inácio de Noronha Neto; o juiz-membro substituto Pérsio Oliveira Landim, entre outras autoridades.

O COPEJE

O Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral foi fundado em 18 de novembro de 2016, no III Encontro Nacional dos Juristas, realizado em Brasília (DF). São integrantes do colégio os membros da Justiça Eleitoral da classe jurista, nomeados nos termos do art. 199, II e art. 120, 1°, III da Constituição Federal de 1988.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto do Plenário do TRE-MT em que aparecem as pessoas participantes do evento, de costas, sentadas nas cadeiras. A frente delas, está um telão no qual aparecem o nome do evento e o tema da palestra. À direita do telão, está o palestrante, logo atrás de um púlpito com microfone.

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Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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