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Cartório de Barra do Garças realiza mutirão noturno na Feira do Centro nesta sexta (17)

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Depois da Feira Coberta Municipal, agora será a vez da Feira do Centro, em Barra do Garças (a 511 km de Cuiabá), receber o Mutirão Eleitoral organizado pelo Cartório da 9ª Zona Eleitoral, com sede no município. Os atendimentos serão realizados durante o horário de funcionamento da feira, localizada na Rua Salomé José Rodrigues, das 17h às 21h (horário de Brasília). O foco é o cadastramento biométrico, mas outros serviços também serão oferecidos, como alistamento eleitoral (primeiro título), revisão, transferência, emissão de segunda via e guia para recolhimento de multa eleitoral.

Os mutirões noturnos já são rotina na 9ª Zona Eleitoral. É assim nos atendimentos realizados em feiras e universidades, ampliando o acesso do eleitorado aos serviços da Justiça Eleitoral em um horário diferenciado. “A Feira do Centro é muito tradicional, pois abrange uma região de grande importância para Barra do Garças. É um espaço popular, onde circula um número expressivo de pessoas, além daquelas que já trabalham no local. É uma oportunidade de regularizar o título, fazer a biometria e garantir o direito de votar com comodidade e segurança”, avalia o juiz eleitoral Michell Lotfi Rocha da Silva, da 9ª ZE.

Para atender à população eleitora, o cartório levará toda a estrutura necessária para o atendimento. Na Feira do Centro serão três servidores e dois kits biométricos, compostos por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e case para transporte e ambientação dos equipamentos. A ação integra a campanha Biometria 100%, por meio da qual o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) busca ampliar o cadastramento biométrico para, no mínimo, 98% do eleitorado estadual em 2025.

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Para ser atendido, basta levar um documento oficial com foto, que pode ser apresentado na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido(a) em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local nem residir na cidade onde a ação é realizada.

De acordo com a servidora Larissa Ferreira Costa, o cartório eleitoral programou outros mutirões na cidade. Nesta terça-feira (14), o mutirão ocorreu no UniCathedral Centro Universitário, das 7h às 11h e das 18h às 22h. No dia 21 de outubro, a ação será realizada nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Barra do Garças, das 7h às 11h e das 18h às 21h. E, no dia 24, o mutirão retorna à Feira do Centro, das 17h às 21h (horário de Brasília). “É uma oportunidade para o eleitorado da área urbana ter acesso aos serviços sem precisar ir até o cartório”, destacou.

Posicionamento

O monitoramento da evolução da biometria no Estado mostra que Barra do Garças possui cobertura biométrica de 91,81%, o que corresponde a 41.701 eleitores de um total de 45.422 aptos a votar. O município ainda tem 3.721 eleitores sem biometria, o equivalente a 8,19%.

Por outro lado, a 9ª Zona Eleitoral concentra três dos nove municípios que já alcançaram a meta da campanha Biometria 100%: Ribeirãozinho, Torixoréu e Araguaiana.

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Em Mato Grosso, a coleta biométrica obteve a marca de 90,23%, o equivalente a 2.286.895 eleitores de um universo de 2.534.394 pessoas. A campanha busca alcançar os 247.499 eleitores restantes, o que representa 9,77%.

Biometria

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e impedindo que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação.

No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. Além das digitais, o cadastro biométrico atualiza outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede duplicidades no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista Anderson Pinho

Crédito da Imagem: Ilustrativa/Câmara de Barra do Garças

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma feira noturna movimentada, com várias barracas coloridas montadas ao longo da rua e muitas pessoas circulando entre os estandes. O ambiente é iluminado por postes de luz e tende a ser descontraído, com famílias, casais e grupos de amigos aproveitando o evento sob o céu noturno.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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