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Assédio eleitoral é abordado durante reunião preparatória em São Félix do Araguaia

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A prática de atos de pressão e/ou condutas coercitivas, coativas ou discriminatórias exercidas pelo empregador ou outros sobre os trabalhadores com o propósito de influenciar ou dificultar o livre exercício do direito ao voto é chamada de assédio eleitoral. Esta conduta ganhou destaque nas Eleições de 2022 e foi um dos assuntos abordados na reunião preparatória para as Eleições Municipais de 2024, realizada em São Félix do Araguaia, nesta sexta-feira (05.07).

O tema foi explanado pelo assessor jurídico da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Hernandesio de Lima. Ele contextualizou que o assédio eleitoral existe desde a primeira eleição, mas ganhou novos contornos ao longo da história. “Tínhamos, antigamente, o voto de cabresto, que nada mais era do que uma forma de assédio eleitoral. Agora, temos a mesma prática com uma nova roupagem, pois se caracteriza pelo poder financeiro do empregador que ‘compra’ o trabalhador. Na década de 30, a Justiça Eleitoral foi criada justamente para acabar com essa conduta”, resgatou o assessor.

Ele também explicou que o assédio eleitoral não ocorre somente no ambiente privado, como também no serviço público, atingindo, principalmente, aqueles que ocupam cargos de confiança ou funções comissionadas. Frisou, ainda, que o assédio eleitoral pode configurar, em tese, além de crime, conforma Artigos 297, 299, 300 e 302 do Código Eleitoral, o abuso de poder econômico, atingindo, não só o sujeito que pratica o ato, como também o candidato que dele se beneficia.

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Conforme dados da Procuradoria-Geral do Trabalho, reproduzidos por Hernandesio de Lima, a partir das Eleições de 2022 até 29 de abril de 2024, o MPT recebeu, em todo o país, 3.568 denúncias de assédio eleitoral, das quais, 2.518 passaram a ser objeto de investigação. Em Mato Grosso, foram 112 denúncias e 84 investigações.

Para coibir essa prática, o TRE-MT firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região  de Mato Grosso (TRT-23), para que as notícias de assédio eleitoral recebidas pelo TRT sejam encaminhadas à Ouvidoria Eleitoral do TRE-MT, que analisará e fará o encaminhamento ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público Eleitoral.

Outros assuntos

Outras questões foram abordadas durante a reunião preparatória, como por exemplo, os aspectos gerais das Eleições Municipais 2024; postura em entrevistas e redes sociais; informações do Gabinete de Gestão Integrada (GGI); metas de produtividade e selo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); logística administrativa; logística de Tecnologia da Informação; assédio eleitoral nas campanhas; propaganda eleitoral e desinformação.

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Para o juiz da 28ª Zona Eleitoral, com sede em Porto Alegre do Norte, Caio Almeida Neves Martins, a reunião preparatória confere segurança à condução do pleito. “A presença do TRE-MT é necessária para discutirmos a preparação e adequação de todos os procedimentos que envolvem o processo eleitoral. Isso contribui de forma importante para a preparação das eleições vindouras. O maior desafio na nossa Zona Eleitoral são as distâncias, que incluem a questão da logística da distribuição das urnas, principalmente nas aldeias indígenas e a conexão com a internet. Mas, tenho certeza que a gestão do Tribunal dará todo o suporte necessário”.

O chefe de cartório da 28ª Zona Eleitoral, Silas da Silva Milhomem, frisou a oportunidade de abordar as demandas da região. “A reunião foi bastante positiva, principalmente por proporcionar o contato direto com a alta administração do Tribunal e levar nossas demandas. Foi uma experiência boa, a presidente foi muito receptiva. Já participei de outras reuniões, mas essa foi satisfatória, porque tivemos a oportunidade de nos expressar e sermos ouvidos”.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra o palestrante, de perfil, próximo ao telão de projeção da palestra, que veste uma camisa azul e segura um passador de slide em uma das mãos.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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