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Abril indígena: Projeto do TRE-MT se destaca nacionalmente e é apresentado em evento do TSE em Brasília

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Com a finalidade de garantir aos povos indígenas a democracia plena e acesso aos direitos e serviços eleitorais, o projeto Democracia Multilíngue vem ganhando destaque nacionalmente. Nesta quarta-feira (26 de abril), a Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso, que é idealizadora do projeto, fez uma exposição da iniciativa em encontro nacional que aconteceu no Tribunal Superior Eleitoral.

Durante o evento, que ocorreu das 10h às 17h, o TSE promoveu um ciclo de debates sobre a participação dos povos indígenas no processo eleitoral, contando com a presença de diversas autoridades e representantes dos TREs de Tocantins, Minas Gerais, Maranhão e Mato Grosso.  Coube ao juiz auxiliar da CRE-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, apresentar o Democracia Multilíngue, projeto este criado em 2022 e que consiste na entrega aos povos indígenas de cartilhas contendo informações sobre direitos e serviços eleitorais editadas em suas línguas nativas. Já foram editadas cartilhas nas versões Paresí e Bororo.

“A Democracia Multilíngue nasceu no TRE-MT, mas não precisa se limitar ao nosso Estado. Ela pode e deve se expandir para todas as regiões em que há indígenas, recebendo sua tradução na língua nativa de cada povo. É uma iniciativa de valorização a diversidade, do respeito. Então, apresentar esse projeto neste evento é uma forma de fomentar essa expansão. A cartilha incentiva a participação política do povo indígena, e não somente com foco no exercício do voto, mas também, em concorrer ao cargo eletivo, garantindo a representatividade”, ressaltou o juiz auxiliar da CRE-MT.

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O ciclo de debates que ocorreu nesta quarta-feira (26) faz parte da iniciativa do TSE denominada “Abril Indígena”. Durante todo o mês de abril, o TSE promoveu diversas ações para dar visibilidade a esta parcela da população. Foram realizadas: exposição fotográfica “Eleições e Povos Indígenas”, divulgação de ações desenvolvidas pelos TREs de todo o país voltadas aos povos indígenas e que se destacaram pela inovação e alcance e o ciclo de debates.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PraTodosVerem: foto onde se vislumbra a mesa de honra do evento. Na mesa de honra estão cinco autoridades convidadas, entre elas, o palestrante e juiz auxiliar da CRE-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior. Ao fundo da mesa de honra há um painel com a descrição Abril Indígena da Justiça Eleitoral. Essa mesma frase também está descrita em um outro painel disposto na frente da mesa de honra.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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