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Projeto ‘Nosso Judiciário’ recebe acadêmicos de Direito da Unic Pantanal

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso recebeu nesta segunda-feira (05 de junho), a visita de 50 acadêmicos do 7º ao 10º semestre, do curso de Direito da Unic Campus Pantanal Cuiabá. A iniciativa faz parte do Projeto Nosso Judiciário, que tem como objetivo fortalecer a aproximação do órgão público com a sociedade e orientar os estudantes.
 
Além de conhecerem as instalações do Poder Judiciário, os acadêmicos tiveram a oportunidade de assistir à sessão de julgamento da Primeira Câmara de Direito Público, presidida pelo desembargador Márcio Vidal. No Espaço Memória, eles também participaram de uma conversa com o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Gerardo Humberto Alves da Silva. O magistrado contou sobre suas experiências na carreira da magistratura e das atividades que abrangem o cargo.
 
“Nós somos também responsáveis pela construção do Judiciário. A responsabilidade é nossa. Mais do que atribuir a culpa ao outro ou de terceirizar a culpa, nós temos que assumir a nossa responsabilidade e saber de que isso reflete no nosso comportamento. Eu sempre digo a mesma coisa. Escolha a carreira que você quiser, mas escolha pela sua vocação”, expôs o juiz.
 
Os alunos também foram recepcionados pela servidora Talyta Almeida Souza, diretora da Primeira Secretaria Criminal, que explicou sobre a praticidade no tratamento dos processos a partir da implantação do Processo Judicial Eletrônico, os PJes. Com a chegada da nova ferramenta, os julgamentos hoje são realizados com muito mais agilidade, beneficiando servidores e público externo. O benefício ambiental com a economia de papel é outra das vantagens trazidas pelo novo sistema.
 
Convicção de qual caminho trilhar. É assim que a acadêmica Fernanda Messias da Silva Santos, do 10º semestre de Direito, se sentiu com o término da visita. “O desejo só cresceu, de que é a magistratura. E essa visita foi muito enriquecedora porque mostrou como funciona o segundo grau de jurisdição”, contou a aluna. Ela inclusive já havia conhecido as instalações do Tribunal de Justiça há cerca de cinco anos, quando ainda cursava o primeiro semestre.
 
Para o professor Raul Claudio Branâncio, que ministra as disciplinas de Direito Penal e Tributário, o Nosso Judiciário acaba encurtando a distância entre o acadêmico de Direito e o magistrado. “O estudante começa a conhecer como funciona e vê que não é aquela dificuldade toda que ele pensa. Ou seja, aqui ele consegue ver como a justiça é feita, como são feitos os despachos, como funcionou a história do judiciário e toda essa experiência tem uma importância muito grande na formação dos futuros profissionais”, opinou o professor.
 
Se espelhar nos bons exemplos e seguir os passos dos colegas considerados referência na área. Estes foram alguns dos conselhos dados pelo juiz Gerardo, e que vieram ao encontro dos pensamentos do acadêmico Sidney Aparecido Rodrigues de Amorim. Para o aluno, que cursa o 10º semestre, a visita ao Tribunal ampliou o conhecimento que os acadêmicos tinham sobre o funcionamento e as atividades desenvolvidas pelo Judiciário.
 
Ao final, foram entregues a cada aluno um exemplar do Glossário Jurídico – TJ, que simplifica termos que são vistos como complexos por uma grande parcela da população, mas que são importantes por estarem presentes cotidianamente no âmbito jurídico.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto de leitura transforma experiências e amplia horizontes de pessoas privadas de liberdade

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Visão em ângulo de uma pessoa folheando um livro aberto sobre uma mesa branca. Uma das mãos segura uma caneta azul, apontando para o texto que traz fotos em preto e branco de crianças.Durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, realizada nos dias 2 e 3 de junho, em formato virtual, a professora Silvia Aparecida Duarte Fraga apresentou a experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Alto Araguaia (421km de Cuiabá) por meio do projeto “Viagem Sobre as Grades – Remição Pela Leitura e Expressão de Sentimentos”. A iniciativa integra as boas práticas educacionais desenvolvidas no sistema prisional mato-grossense.

Promovido pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), pela Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e pelo Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/SAAP/Sejus-MT), o evento reuniu educadores e profissionais que atuam com a remição de pena pela leitura em unidades prisionais de Mato Grosso.

Ao relatar sua trajetória no projeto, Silvia contou que recebeu o convite para atuar com pessoas privadas de liberdade de forma inesperada. Com mais de duas décadas dedicadas à educação de crianças e adolescentes, ela afirmou que a experiência a levou a romper preconceitos e ampliar sua visão sobre os processos de aprendizagem.

“O aprendizado vai muito além das quatro paredes de uma sala de aula. Pequenos esforços e a leitura permitem que a pessoa vá além do que os olhos enxergam”, destacou.

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Segundo a educadora, o nome do projeto surgiu a partir da fala de um dos participantes. “Ele disse que, quando estava na sala realizando as atividades de leitura, sentia o corpo preso, mas a mente voando. Foi aí que compreendi o significado da leitura naquele ambiente”, relatou.

A iniciativa é desenvolvida em etapas que estimulam a expressão de sentimentos, o autoconhecimento e a construção de novos projetos de vida. Uma das atividades consiste na elaboração de uma árvore de palavras, em que os participantes registram emoções, desejos e percepções por meio de palavras-chave.

Outra ação de destaque é a produção de cartas motivacionais. Nessa atividade, os alunos são convidados a escrever para si mesmos, assumindo a perspectiva de um desconhecido. O exercício incentiva o uso de palavras positivas, conselhos, reflexões sobre mudanças, sonhos e possibilidades, além da valorização pessoal e da esperança.

De acordo com Silvia, os resultados observados incluem o fortalecimento da autoestima, a ampliação da capacidade emocional, o aumento do interesse pela leitura e o enriquecimento do vocabulário dos participantes.

Ouvidoria apresenta canais de atendimento e orientação ao cidadão

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A programação também contou com a participação do ouvidor setorial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Ricardo Augusto de Oliveira, que apresentou orientações sobre os canais de atendimento da Ouvidoria e os procedimentos para registro de manifestações.

Segundo ele, a Ouvidoria atua como uma ponte entre o cidadão e a administração pública, recebendo demandas, orientando os usuários e encaminhando as solicitações aos setores responsáveis para análise e providências dentro dos prazos estabelecidos.

“O papel da Ouvidoria também é educativo, orientando o cidadão sobre o melhor caminho para registrar sua manifestação e acompanhar o atendimento”, explicou.

O ouvidor destacou ainda os cursos oferecidos pela instituição para capacitar servidores públicos e aprimorar a qualidade dos atendimentos. Durante a apresentação, ele orientou os participantes sobre a utilização do sistema Fale Cidadão, ferramenta disponibilizada pela Controladoria Geral do Estado e acessível por meio dos portais oficiais do Poder Executivo Estadual.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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