Saúde

Ministério da Saúde premia estratégias inovadoras voltadas a crianças, adolescentes e jovens na atenção primária

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Seis estratégias inovadoras voltadas à saúde de crianças, adolescentes e jovens na atenção primária foram certificadas pelo Ministério da Saúde. A premiação aconteceu durante o III Encontro Nacional de Áreas Técnicas de Saúde da Criança, do Adolescente e de Aleitamento Materno (ENATCAAM), que ocorreu na sede do Conselho Federal de Enfermagem, em Brasília entre os dias 25 e 28 de novembro.

A certificação contemplou ações do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Maranhão que fizeram parte do Laboratório de Inovação em Saúde (LIS) voltado ao público infantojuvenil, iniciativa em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS). Foram priorizadas ações desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde em parceria com outros setores e a sociedade civil. Essas iniciativas oferecem maneiras de crianças, adolescentes e suas famílias adquirirem novas perspectivas tanto em relação à própria vida, fortalecimento pessoal, empoderamento e pertencimento ao território, como também financeiramente, com ações remuneradas e de economia solidária.

Segundo a coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde, Sonia Venancio, a atenção primária é fundamental para a promoção do pleno desenvolvimento das crianças na primeira infância, por meio do fortalecimento do vínculo com seus cuidadores e orientações sobre atividades lúdicas que estimulam o desenvolvimento infantil. Também é essencial para o empoderamento juvenil, porque oferece uma estrutura de cuidado integral voltada para os usuários. “É nesse trabalho cotidiano que as famílias se sentem mais seguras para o cuidado das crianças e os jovens ganham autonomia sobre sua saúde e suas escolhas. Investir no território é investir em uma juventude mais consciente e protegida. Apoiar experiências exitosas como essas é construir um sistema de saúde mais humanizado e plural”, diz.

Kézia Yasmin Bandeira dos Santos, jovem negra de 25 anos, é uma agente de saúde formada pelo projeto Rede de Adolescentes e Jovens Promotores de Saúde (RAP da Saúde), no município do Rio de Janeiro. De origem periférica, Késia contou que, na infância e na adolescência, não tinha muita perspectiva de vida, mas encontrou no projeto uma forma de ampliar seus horizontes. “Na adolescência eu só queria me manter viva e evitar a gravidez precoce. Hoje trabalho na área da saúde, estudo e sou multiplicadora desses conhecimentos e dessas experiências”, relatou.

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O RAP da Saúde é um projeto realizado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro que oferece cursos de qualificação para adolescentes e jovens. Os alunos selecionados recebem um auxílio financeiro para assumir as funções de multiplicadores sociais. Após o curso, muitos deles são inseridos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Conheça as ações premiadas

Além do RAP da Saúde as iniciativas condecoradas foram:

Mães de Renda: Uma aposta de cuidado frente às iniquidades sociorraciais do Trabalho Infantil: realizam oficinas de fabricação de sabão com familiares de crianças e adolescentes que estão em situação de trabalho infantil e são atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Projeto Criança.Juventude.Com – Inovação em Saúde Integral com Parceria Sesi: executado em Balbinos, São Paulo, a iniciativa é uma inovação em saúde integral com parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi). A experiência promove a saúde integral de crianças, adolescentes e jovens por meio de estratégias intersetoriais que unam saúde, educação e assistência social.

Projeto Pedala Balbinos e Protocolo do Sobrepeso em Crianças, Adolescentes e Jovens no Município de Balbinos/SP: Também situado em Balbinos, a iniciativa trata do sobrepeso em crianças, adolescentes e jovens no município. Incentiva a prática regular de atividade física, estrutura protocolos locais de acompanhamento do sobrepeso em crianças e adolescentes e promove mudanças de hábitos alimentares e de estilo de vida.

Grupo Brincar e Conversar: um espaço intersetorial de cuidado às infâncias: um espaço intersetorial de cuidado às infâncias que acontece no município do Rio de Janeiro. O objetivo do projeto é oferecer um espaço de cuidado integral, lúdico e comunitário para crianças em situação de vulnerabilidade e/ou em fila de espera por avaliação multiprofissional, garantindo acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento enquanto aguardam o acesso a serviços especializados.

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Estratégia para serviços de Atenção Primária à Saúde amigáveis a adolescentes

Durante o III ENATCAAM, também foram apresentados os resultados das atividades do projeto “Estratégia para serviços de Atenção Primária à Saúde amigáveis a adolescentes”, uma ação em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde e o Instituto Veredas. A ação prevê a ampliação do acesso dos adolescentes aos serviços de atenção primária, por meio da formação dos profissionais de saúde e a valorização do protagonismo juvenil.

Esse encontro reuniu as referências técnicas estaduais e das capitais de saúde de adolescentes e jovens das 27 unidades federativas do país para validarem o Guia para o Escalonamento Nacional da Estratégia. O material traz a avaliação de um projeto piloto, realizado em 2025, que prevê serviços de saúde amigáveis a adolescentes. A proposta ajuda os adolescentes na compreensão de como acessar os equipamentos públicos, além de incentivar a participação desses jovens nos debates sobre as decisões voltadas à essa população.

Sobre o ENATCAAM

O Encontro Nacional de Áreas Técnicas de Saúde da Criança, do Adolescente e de Aleitamento Materno (ENATCAAM) é um espaço anual de alinhamento e integração das ações do Ministério da Saúde com estados, municípios e parceiros estratégicos. Neste ano o evento conta com debates sobre a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, o Programa Nacional de Amamentação, a linha de cuidado para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), atualizações do Programa Nacional de Triagem Neonatal, saúde sexual e reprodutiva de adolescentes e saúde mental.

A mesa de abertura contou com a presença da Coordenação-Geral de Saúde das Crianças e Adolescentes e de instituições como a Organização Pan-americana de Saúde, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

Thaís Ellen S. Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SUS vai ofertar três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão

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O mês de agosto é marcado por ações de conscientização sobre o câncer de pulmão. Para ampliar e qualificar o cuidado às pessoas com a doença no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde vai disponibilizar três novos medicamentos de alta tecnologia: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Os tratamentos, alguns deles com mais de 12 anos de espera, serão financiados integralmente pelo Governo Federal a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). Ao todo, serão beneficiados cerca de 1,9 mil pacientes.

A oferta será efetivada de acordo com as tratativas de aquisição com fornecedores e características operacionais de cada tecnologia, com previsão de entrega gradual a partir de outubro. Entre os medicamentos estão duas terapias-alvo orais (brigatinibe e gefitinibe), que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. A administração pode ser realizada na casa do paciente com menor incidência de eventos adversos, proporcionando maior comodidade em comparação aos demais esquemas convencionais de quimioterapia. Juntos, os medicamentos custam mais de R$ 604,2 mil por ano na rede privada.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula ou potencializa a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos, sendo indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser tratadas com cirurgia. O tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes e, na rede privada, pode custar mais de R$ 643 mil por ano.

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“Estamos em diálogo contínuo com a indústria farmacêutica para viabilizar, da forma mais ágil possível, a oferta desses medicamentos no SUS. A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

Por meio da AF-Onco, serão ofertados 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública e contemplando novas tecnologias e a expansão de indicações de uso. A iniciativa amplia a equidade no acesso às tecnologias em todo o país, fortalece a continuidade do cuidado segurança aos pacientes. A estimativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões, financiado pela União. 

Modelos de aquisição por meio da AF-Onco

A nova política organiza a aquisição e abastecimento dos estoques do SUS, para medicamentos oncológicos, em três modalidades principais:

  • Centralizada:  compra e distribuição realizadas diretamente pelo Ministério da Saúde – como o brigatinibe;
  • Descentralizada: aquisição realizada diretamente pelos hospitais e gestores locais, com repasse federal via Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (APAC) – como o gefitinibe;
  • Ata de Negociação Nacional: negociação de preço único nacional pelo Ministério da Saúde, com execução pelos gestores a partir do levantamento anual de demanda das unidades de saúde habilitadas para o cuidado oncológico – como o durvalumabe.
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Cuidado ofertado no SUS

No SUS, o tratamento do câncer de pulmão é ofertado de forma integral nos serviços habilitados em oncologia, de acordo com as características clínicas e moleculares de cada caso. A assistência inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo para grupos específicos de pacientes, conforme as diretrizes clínicas e as tecnologias disponibilizadas no sistema.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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