Saúde

O SUS é feito de gente: Como a educação permanente impulsiona trabalhadores do Sistema Único de Saúde

Publicado em

No silêncio de um plantão noturno, no acolhimento de uma gestante ou na precisão de um diagnóstico precoce, existem profissionais que carregam mais do que técnica e conhecimento. Carregam histórias de esforço, vocação e compromisso com vidas. Neste Mês dos Trabalhadores, o Ministério da Saúde celebra trajetórias de profissionais que encontraram, por meio de programas de formação, a oportunidade de transformar suas próprias vidas e também a realidade da saúde pública brasileira.

A enfermagem sempre esteve no horizonte de Karliane Brito. Desde criança, ela sabia que queria trabalhar na área da saúde. O sonho começou a ganhar forma ainda na graduação, quando foi aprovada em concurso público e iniciou a carreira no Hospital Regional de Samambaia. Hoje, atuando na maternidade do hospital, Karliane integra uma geração de profissionais que enxerga a educação permanente como parte fundamental do cuidado em saúde e como caminho para ampliar conhecimentos e alcançar novos espaços. Além do trabalho diário na assistência, ela cursa mestrado na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e realiza especialização em obstetrícia pela Rede Alyne, iniciativa que fortalece a formação voltada ao cuidado materno e neonatal humanizado.

“Trabalhar na saúde é um sonho desde a minha infância. E, mesmo trabalhando desde o fim da graduação, a busca por me aprimorar continuou fazendo parte de toda a minha trajetória”, afirma.

Leia Também:  Ministério da Saúde debate saneamento e ameaças à saúde dos povos originários do Brasil

A busca constante por qualificação também marca a trajetória do médico ginecologista e obstetra Tagore Bittencourt. Natural de Belém (PA), ele viu o sonho de cursar medicina se tornar possível com a criação do curso na Universidade Federal do Amapá, em Macapá, onde ingressou na primeira turma da graduação. Após concluir a residência médica em ginecologia e obstetrícia na Santa Casa de Belém, no Pará, Tagore retornou ao estado de origem para atuar no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá, consolidando toda a sua trajetória de formação e especialização na região Norte. E assim passou a contribuir diretamente com a atenção especializada da região, realizando cirurgias ginecológicas e ampliando o acesso à saúde.

Mas o desejo de ampliar o cuidado oferecido às mulheres o levou ainda mais longe. Motivado pelo desejo de expandir o atendimento preventivo e diagnóstico precoce, ele ingressou no programa Mais Médicos Especialistas, iniciativa de provimento e aperfeiçoamento, liderada pela SGTES, que faz parte do Programa Agora Tem Especialistas, que visa reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

“Eu queria fazer mais. E o Programa Mais Médicos Especialistas me deu essa oportunidade. Agora, além de ampliar os meus atendimentos, consigo fazer procedimentos como a colposcopia e o rastreio do câncer do colo uterino, tudo aqui dentro do hospital onde eu já atuo. E ainda podendo contar com um aprimoramento com uma instituição de excelência” Histórias como essas revelam não apenas o compromisso desses profissionais com a formação contínua, mas também o impacto das políticas públicas de educação na saúde para a qualificação da assistência no SUS. As trajetórias de Karliane e Tagore demonstram a força da integração entre ensino e serviço, desde a graduação até as especializações, como ferramenta estratégica para fortalecer o SUS. Ao investir na formação e na valorização dos trabalhadores da saúde, o Ministério da Saúde não apenas amplia o acesso aos serviços, mas também promove transformação social por meio do conhecimento, um compromisso contínuo com a vida e com o futuro da saúde pública no Brasil.

Leia Também:  Saúde reforça estoque da Bahia com 100 unidades de fomepizol após novos casos de intoxicação por metanol

Conheça a campanha que destaca o cuidado e a presença do SUS em todo o Brasil

Descubra como o Agora Tem Especialistas fortalece o atendimento especializado no SUS

Caroline Fogaça
Sarah Maximo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Ministério da Saúde inclui segunda dose de reforço contra poliomielite no Calendário Nacional de Vacinação

Published

on

O Ministério da Saúde amplia a proteção contra a poliomielite no Brasil. A partir de 3 de agosto, o Calendário Nacional de Vacinação passará a incluir uma segunda dose de reforço contra a doença, aplicada aos 4 anos de idade. A medida fortalece a proteção das crianças brasileiras e reafirma o compromisso do Governo do Brasil de manter o país livre da circulação do poliovírus, dando continuidade ao processo de erradicação da doença.

O Brasil está há 37 anos sem registrar casos de poliomielite — o último ocorreu em 1989 — e, desde 1994, possui a certificação de área livre da circulação do poliovírus, conquistada juntamente com os demais países das Américas. A introdução da segunda dose de reforço integra o conjunto de ações do Ministério da Saúde para preservar essa conquista histórica e evitar a reintrodução da doença no país.

Com a mudança, o esquema vacinal contra a pólio passa a contar com cinco doses, todas realizadas com a vacina inativada poliomielite (VIP), disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

As doses de reforço são administradas após o esquema primário de vacinação para induzir e manter a imunidade. No caso da pólio, o novo reforço será aplicado depois das doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida e do primeiro reforço, aos 15 meses, garantindo proteção por mais tempo e contribuindo para manter elevadas as barreiras de proteção coletiva contra o vírus.

Leia Também:  Com mais de 360 mil leitos em funcionamento, SUS alcança maior crescimento sustentado da década

A decisão foi tomada após ampla discussão com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), com participação de sociedades científicas, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Embora o Brasil esteja livre da poliomielite há quase quatro décadas, a vacinação continua sendo essencial. Enquanto houver circulação do vírus em qualquer parte do mundo, permanece o risco de reintrodução da doença em países que apresentem bolsões de não vacinados ou quedas nas coberturas vacinais.

Atualmente, Paquistão e Afeganistão são os únicos países onde a poliomielite segue endêmica. Além disso, diferentes países têm registrado a circulação de poliovírus derivados de vacinas em áreas com baixas coberturas vacinais. Por isso, manter altas taxas de vacinação é a principal estratégia para impedir o retorno da doença e proteger as novas gerações.

Desde novembro de 2024, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser composto, exclusivamente, pela vacina inativada poliomielite. A decisão do Ministério da Saúde de substituir as duas doses com a vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a famosa “gotinha”, pela injetável levou em conta novas evidências científicas para proteção contra a doença.

Leia Também:  Saúde atualiza o sistema Gerencia APS para ampliar e simplificar solicitações às estratégias da atenção primária

Quem deve se vacinar e onde

O público-alvo são crianças menores de 5 anos. A segunda dose de reforço é recomendada para aquelas que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço.

Crianças com esquema incompleto também devem ser vacinadas. Os serviços de saúde avaliarão a situação de cada uma e orientarão sobre as doses pendentes. A vacinação pode ser realizada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Para crianças imunocomprometidas, não houve alteração: o segundo reforço com VIP já estava indicado para esse público nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE).

A vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde do país. Para mais informações, acesse saude.gov.br ou procure a unidade de saúde mais próxima.

Acesse a Caderneta Digital da Criança e acompanhe a vacinação e o bem-estar da sua criança de forma fácil, rápida e segura

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA