Saúde

Brasil vai ampliar uso da bactéria wolbachia no combate à dengue

Publicado em

Seis municípios devem receber em julho as primeiras solturas de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria wolbachia: Uberlândia em Minas Gerais; Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná; Presidente Prudente, em São Paulo, Joinville, em Santa Catarina; e Natal, capital do Rio Grande do Norte. No ano que vem, a estratégia será adotada em mais 22 municípios de Minas Gerais.  Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o primeiro país a incorporar a tecnologia como política pública para reduzir os casos de dengue a médio e longo prazo.

O chamado método Wolbachia consiste em inserir a bactéria em ovos do mosquito em laboratório e criar Aedes aegypti que portam o microrganismo. Infectados, eles não são capazes de carregar os vírus que causam dengue, zika, chikungunya ou febre amarela e, quando se reproduzem, os mosquitos passam a bactéria para outros, fazendo com que menos insetos possam transmitir doenças para os seres humanos.

Antes da soltura dos mosquitos, há uma etapa de engajamento comunitário pois, inicialmente, a comunidade tem a percepção de que o número de mosquitos aumentou na região. “Além disso, onde se solta o mosquito, não se pode aplicar inseticida, porque o método se baseia na mudança de população, substituindo mosquitos que têm a wolbachia por aqueles que não têm”, explica a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel. 

Leia Também:  Exportação de soja do Brasil deve cair 24% em abril, prevê Anec

Segundo Ethel, há uma série de critérios que precisam ser observados para que o município receba essa estratégia, principalmente a pouca variação de temperatura durante o dia, porque isso prejudica a adaptação do mosquito com a wolbachia. 

De acordo com a secretária, a estratégia tem se mostrado bastante efetiva. Um exemplo é a cidade de Niterói, no estado do Rio, a primeira a receber o projeto na etapa de pesquisa, em 2014, que teve redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% nos de chikungunya e 37% nos de zika. “Lá, o número de casos é bem inferior ao dos municípios vizinhos, mostrando que a médio e longo prazo a estratégia pode ser muito importante”, disse a secretária, em entrevista nesta terça-feira (30). 

Outras cidades do país que estão utilizando o Método Wolbachia são o Rio de Janeiro, Campo Grande e Petrolina, em Pernambuco. Além do Brasil, Indonésia e mais três países participam da pesquisa em parceria com o World Mosquito Program. 

Ontem (29), o Ministério da Saúde e o governo de Minas Gerais inauguraram a Biofábrica Wolbachia, em Belo Horizonte. A unidade, administrada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai permitir ao Brasil ampliar sua capacidade de produção de uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses.

Leia Também:  Implante contraceptivo mais moderno será oferecido no SUS

Fonte: EBC SAÚDE

Advertisement

Saúde

Ministério da Saúde atualiza valores para oferta de tomografias e ressonâncias na rede privada pelo SUS

Published

on

O Ministério da Saúde atualizou a tabela do componente Crédito Financeiro do programa Agora Tem Especialistas para incluir novos procedimentos de apoio diagnóstico por imagem e estabelecer incrementos financeiros para exames ofertados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)

Com a atualização estabelecida pela Portaria SAES/MS nº 4.282, de 19 de junho de 2026, instituições privadas e filantrópicas que aderirem à modalidade poderão ofertar novos procedimentos de diagnóstico por imagem para pacientes do SUS. A relação inclui radiografia digital, tomografia computadorizada de tórax e de abdômen total, ressonância magnética de crânio e de articulações, como coluna e joelho, além de ecocardiograma com Doppler. 

A atualização também contempla exames utilizados no diagnóstico e no acompanhamento de diferentes condições de saúde, como ultrassonografia mamária e Doppler colorido de vasos. A lista reúne mais de 120 itens, com incrementos que podem superar 300% em relação aos valores anteriormente previstos na tabela. 

Previsto no programa Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233/2025, o componente Crédito Financeiro permite que estabelecimentos privados e filantrópicos ofereçam atendimento a pacientes do SUS em troca de créditos para abatimento de tributos federais. A modalidade utiliza a capacidade instalada desses estabelecimentos para a oferta de procedimentos especializados aos usuários da rede pública. 

Leia Também:  Oferta de Etanol no Brasil Deve Crescer 3,8% ao Ano Até 2034, Projeta EPE

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA