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Oferta de Etanol no Brasil Deve Crescer 3,8% ao Ano Até 2034, Projeta EPE

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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou, durante o lançamento do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2034), que a oferta de etanol no Brasil deverá crescer 3,8% ao ano até 2034. Esse aumento deverá resultar em um volume total de 48,5 bilhões de litros ao fim da próxima década, com a cana-de-açúcar permanecendo como a principal matéria-prima para a produção do biocombustível.

No evento promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) na última sexta-feira (8), a diretora da EPE, Heloisa Borges, enfatizou que a produção de energia, especialmente de petróleo e gás natural, estará alinhada à estratégia nacional para garantir a segurança energética e financiar a transição para fontes mais sustentáveis. Segundo ela, o Brasil precisa intensificar seus esforços exploratórios para mitigar o declínio da produção de petróleo, que deve atingir seu pico em 2030, com 5,3 milhões de barris por dia, e começar a cair a partir daí.

Em relação ao gás natural, o estudo da EPE prevê um crescimento quase dobrado na produção até 2034. Com a crescente importância desse recurso para a transição energética, a infraestrutura de escoamento, transporte e processamento de gás natural precisará ser expandida significativamente. O valor dos investimentos necessários para essas áreas pode alcançar até R$ 2,4 trilhões.

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Além disso, o PDE 2034 projeta que a demanda por derivados de petróleo continuará em ascensão, refletindo as mudanças da transição energética. O Brasil, contudo, seguirá sendo um importador líquido desses derivados. A oferta de etanol, no entanto, deverá expandir a um ritmo de 3,8% ao ano, com destaque para o papel da cana-de-açúcar nesse aumento. A demanda por biodiesel também deve crescer, alcançando 13,6 bilhões de litros até 2034.

Outro aspecto importante do PDE 2034 é a possibilidade de ampliar o uso de bioeletricidade e biogás, além de incentivar inovações tecnológicas, como o uso de SAF (Sustainable Aviation Fuel), Diesel Verde, Hidrogênio e BECCS (Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono). Essas novas tecnologias são vistas como alternativas importantes para diversificar a matriz energética e acelerar a transição para fontes de energia mais limpas e sustentáveis.

Renato Dutra, diretor do Departamento de Combustíveis Derivados do Petróleo do MME, ressaltou que o PDE é crucial para o planejamento estratégico do setor energético brasileiro. “Este estudo reforça a importância de uma transição energética que seja justa, inclusiva e equilibrada, garantindo não apenas a sustentabilidade ambiental, mas também a segurança energética do país”, concluiu.

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O painel contou ainda com a participação de representantes da Petrobras, Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) e Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que discutiram os desafios e as oportunidades para o setor nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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