AGRONEGÓCIO

Rumo revisa projeção de investimentos para a Ferrovia do Mato Grosso

Publicado em

A Rumo anunciou a atualização de sua projeção de investimentos para a primeira fase da Ferrovia do Mato Grosso (FMT). O novo terminal está previsto para iniciar suas operações em 2026, com capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas por ano e possibilidade de expansão com novos módulos no futuro. O custo total da empreitada deve variar entre R$ 3,8 bilhões e R$ 4,3 bilhões.

De acordo com a companhia, o terminal de transbordo da fase inicial da FMT será situado na BR 070, próximo à MT 130. A localização foi escolhida para otimizar a movimentação de carga, aproveitando a malha rodoviária existente e as melhorias de infraestrutura em andamento na região. A distância ferroviária entre o novo terminal e o Terminal de Rondonópolis será de aproximadamente 160 km. A Rumo avalia que o retorno sobre o investimento continua sendo atrativo e está alinhado com as expectativas para este projeto. A nova projeção de investimentos substitui integralmente as estimativas divulgadas no Fato Relevante de 3 de novembro de 2022.

Leia Também:  Detran aponta redução de 18% no número de acidentes de trânsito em Mato Grosso

A atualização reflete a inclusão de cerca de R$ 500 milhões para a construção do novo terminal, que não estava contemplada na projeção anterior. Além disso, a revisão exclui os investimentos já realizados até junho de 2024, atualiza as premissas de construção e leva em conta as novas premissas macroeconômicas fornecidas por consultorias especializadas.

A Ferrovia do Mato Grosso representa um projeto transformador tanto para a Rumo quanto para a infraestrutura ferroviária brasileira. Junto com os outros investimentos em andamento no sistema ferroviário e no Porto de Santos, a iniciativa promete expandir os benefícios da ferrovia para um número crescente de clientes e um volume maior de carga. O projeto visa promover uma logística mais segura, eficiente e sustentável, impulsionando o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

Published

on

Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

Leia Também:  Gestão financeira e controle de risco ditam o novo ritmo do agronegócio

Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

Leia Também:  Primeira Unidade de Agricultura e Pecuária é inaugurada em Mato Grosso

O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA