Saúde

Brasil lança documentário sobre 15 anos de apoio à reconstrução do Haiti

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O Brasil acaba de lançar um documentário especial, que marca a conclusão de 15 anos de apoio brasileiro ao fortalecimento do sistema de saúde do Haiti. A iniciativa de cooperação Sul-Sul foi realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, via Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e foi marcada por investimentos, reconstrução de infraestruturas e qualificação de profissionais.

Para o coordenador do projeto pelo Ministério da Saúde, Paulo Rodopiano, a iniciativa brasileira foi essencial para a reconstrução do setor saúde do Haiti. “O Presidente Lula foi muito assertivo, com o grande espírito humanitário que lhe é peculiar, ao dar o primeiro passo para essa cooperação, lá em 2010, imediatamente após a destruição causada pelo grande terremoto. Se não fosse a doação feita pelo Brasil, nada disso teria acontecido”, afirma. O documentário tem duração de 10 minutos e está disponível no Youtube da Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (MS).

Cooperação Brasil Haiti

A cooperação teve início em 2010, após o terremoto que devastou o país. Com aporte superior a 53 milhões de dólares do Brasil, foram construídos três hospitais (Hospital Dra. Zilda Arns, Beudet e Carrefour), além do Instituto Haitiano de Reabilitação, que passou a contar com laboratório próprio de órteses e próteses. O projeto também capacitou 1.500 profissionais de saúde, distribuiu 100 mil doses de vacinas, enviou 400 toneladas de medicamentos e adquiriu 30 ambulâncias equipadas.

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A continuidade da cooperação foi assegurada por projeto financiado parcialmente pelo Fundo de Reconstrução do Haiti (FRH). Dos quase 350 milhões de dólares que compõem o fundo internacional, cerca de 20 milhões foram destinados à iniciativa conjunta. O Brasil figura como o segundo maior doador do FRH, com 55 milhões de dólares, atrás apenas dos Estados Unidos.

Ao longo de mais de uma década de atuação, Ministério da Saúde, PNUD e ABC trabalharam lado a lado com as autoridades haitianas em um processo contínuo de escuta e construção conjunta. O projeto aplicou 97% dos recursos previstos em ações voltadas à sustentabilidade dos serviços públicos de saúde, garantindo melhorias diretas na qualidade do atendimento à população.

Entre os resultados, destaca-se a transferência da gestão dos três hospitais e do Instituto de Reabilitação ao governo do Haiti, após intenso trabalho de formação e capacitação conduzido por especialistas brasileiros. O fortalecimento do Centro Nacional de Ambulâncias (CAN) foi outro marco da cooperação, incluindo reforma da oficina de viaturas, fornecimento de peças, reparos, instalação de sistemas de GPS e treinamentos para uso e gestão do serviço.

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A iniciativa também apoiou a resposta às emergências sanitárias e climáticas que marcaram o período. Após a passagem do Furacão Matheus, em 2018, que destruiu parte do Hospital Santo Antônio, três centros cirúrgicos foram totalmente reconstruídos em apenas seis meses. Em 2021, diante de novos terremotos que atingiram Porto Príncipe, o CAN e o Hospital Dr. Zilda Arns tiveram papel fundamental no atendimento à população. Durante a pandemia de covid-19, foram entregues máscaras, EPIs, termômetros e equipamentos de oxigenação.

Mesmo diante da instabilidade política e de segurança que marca o país desde 2022, as equipes brasileiras e do PNUD realizaram missão de campo em 2023 para finalizar as atividades, incluindo a instalação dos sistemas de GPS nas ambulâncias em operação planejada e segura.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil envia 4,5 toneladas de vacinas para apoio humanitário à Venezuela

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O Brasil enviou, nesta segunda-feira (20), uma nova remessa com aproximadamente 4,5 toneladas de vacinas para apoiar a resposta à emergência em saúde provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela em junho deste ano.

A carga reúne 690 mil doses, sendo 48 mil da vacina BCG, 102 mil da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, e 540 mil da vacina pentavalente. O transporte foi realizado em voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Os imunizantes doados não impactam o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esta é mais uma etapa da ajuda humanitária brasileira à Venezuela. Ao todo, o país já encaminhou cerca de 16,5 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos, incluindo antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras, dispositivos para infusão e outros materiais hospitalares.

Além desta remessa, o Brasil já havia enviado outras 350 mil doses de vacinas, das quais 100 mil contra a febre amarela e 250 mil doses da vacina contra raiva canina, destinadas às ações de controle de doenças em situações de emergência.

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Camila Marques
Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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