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PL institui Política Estadual de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas

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Durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), realizada na quarta-feira (25), o deputado estadual Paulo Araújo (PP) apresentou o Projeto de Lei nº 152/2026, que institui a Política Estadual de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas no âmbito de Mato Grosso.

A proposta tem como objetivo prevenir, controlar, diagnosticar, tratar e reduzir os impactos sociais e econômicos das chamadas doenças negligenciadas, que atingem de forma mais intensa populações em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o texto, são consideradas doenças negligenciadas aquelas associadas predominantemente às condições de pobreza e exclusão, incluindo dengue e outras arboviroses, hanseníase, tuberculose, doença de Chagas, leishmanioses, esquistossomose, entre outras definidas pelo Ministério da Saúde ou por autoridade sanitária estadual.

O projeto estabelece diretrizes como a promoção da equidade no acesso aos serviços de saúde; a integração entre vigilância epidemiológica, atenção básica e assistência especializada; o fortalecimento da prevenção e do diagnóstico precoce; a educação em saúde e mobilização comunitária; e a articulação intersetorial entre saúde, educação, saneamento e assistência social.

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Entre os objetivos da Política Estadual estão a redução da incidência e da morbimortalidade dessas doenças, a ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento adequado, a capacitação de profissionais de saúde, o incentivo a pesquisas e a produção de dados regionais, além do combate ao estigma e à discriminação.

O texto também prevê que o Poder Executivo desenvolva campanhas permanentes de prevenção e conscientização, firme parcerias com municípios, universidades e instituições de pesquisa, priorize áreas de maior vulnerabilidade social e promova ações de melhoria das condições ambientais e de saneamento básico.

Para o deputado Paulo Araújo, a iniciativa representa um avanço estratégico para a saúde pública do estado. “As doenças negligenciadas continuam afetando principalmente quem mais precisa do poder público. Com essa Política Estadual, estamos propondo ações permanentes, integradas e baseadas na equidade, para garantir diagnóstico precoce, tratamento adequado e, acima de tudo, dignidade às pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade”, destacou o parlamentar.

O parlamentar reforça o seu compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a redução das desigualdades em saúde em Mato Grosso. “Não se trata apenas de enfrentar doenças, mas de combater desigualdades. Quando o Estado organiza uma política estruturada, com metas e integração entre áreas como saúde, educação e saneamento, ele rompe ciclos históricos de exclusão social”, completou.

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Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar o modus operandi dos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

“Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho – Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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