Foi sancionada pelo Governo de Mato Grosso a Lei n.º 12.888/2025, que declara como utilidade pública a Associação de Pais e Amigos do Autista de Poxoréu (APAA). A nova legislação é fruto de um projeto de lei cujo autor é o deputado Thiago Silva (MDB), e visa fortalecer o trabalho da entidade no atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias no município.
A sanção do governador Mauro Mendes (União) ocorreu no último dia 2 e reconhece os serviços prestados pela associação, que atua oferecendo apoio psicossocial, orientação jurídica e promoção de inclusão social. A partir da nova Lei, a entidade terá maior facilidade para captar recursos e estabelecer parcerias com o poder público.
“Temos trabalhado constantemente pela inclusão e apoio às entidades que dão suporte psicossocial e acolhimento aos nossos autistas e neurodivergentes. Em especial na região sudeste, temos focado em viabilizar recursos e políticas públicas em prol de entidades em Rondonópolis, Poxoréu e demais municípios. Que este reconhecimento ajude a alavancar ainda mais a atuação da APAA”, celebra o deputado estadual Thiago Silva.
Por meio de uma indicação da vereadora Cátia Lina (PSD), o deputado Thiago Silva também está destinando uma emenda parlamentar para a instalação de uma sala sensorial no município, garantindo ambiente acessível e acolhedores para estudantes com transtornos sensoriais, deficiências e outras necessidades educacionais específicas. “
Esta é uma luta nossa em atendimento a uma solicitação feita pela vereadora Cátia Lina, liderança local importante que tem nos ajudado muito, apontando as demandas mais urgentes da população e buscando essa representatividade para viabilizar os investimentos que são necessários”, conta o deputado.
A APAA de Poxoréu promove atividades terapêuticas, grupos de apoio e capacitação profissional para pessoas com TEA. A associação também promove campanhas de conscientização sobre o autismo e articula políticas públicas voltadas à inclusão.
Thiago Silva também é autor do Projeto de Lei nº 487/2025, apresentado no início do mês de abril, na Assembleia Legislativa, que propõe a obrigatoriedade da criação de espaços sensoriais em todas as instituições de ensino do estado de Mato Grosso. A proposição foi apensada ao Projeto de lei n° 465/2025, no dia 24 do mesmo mês e segue tramitando no Parlamento estadual.
A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.
O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.
“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.
Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.
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