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CST debate novo fluxo de atendimento a pessoas com câncer

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Uma proposta para novo fluxo de atendimento a pacientes com câncer foi apresentada e discutida durante a quinta reunião da Câmara Setorial de Temática de Assistência aos Pacientes Oncológicos, realizada na tarde desta segunda-feira (14), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O objetivo é criar um protocolo para direcionar os profissionais de saúde que atuam na ponta diretamente aos pacientes da saúde pública no estado.

Por ser um estado muito grande, sem infraestrutura para atendimento especializado em todas as regiões, o protocolo de atendimento por de linha de cuidado de câncer vai orientar os profissionais que atuam nas unidades de atenção básica, como Saúde da Família e postos de saúde a identificar possíveis pacientes oncológicos e para onde encaminha-los para que o diagnóstico e os possíveis tratamentos sejam realizados de forma rápida.

A médica e presidente do Grupo de Apoio a Pacientes com Câncer, Cristina Guimarães Inocêncio, explica que um dos motivos para a mortalidade dos pacientes oncológicos é justamente a demora no diagnóstico e, consequentemente, no tratamento da doença. “Muitas vezes, quando o paciente apresenta sintomas e procura atendimento, é porque o câncer já está avançado. O fluxo vai auxiliar os profissionais a identificar qual a população que deve passar por exames, quais sintomas clínicos exigem uma atenção diferenciada e onde os exames e atendimentos especializados estão disponíveis”, destaca a médica.

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De acordo com a presidente da CST, Janaína Santana, o novo fluxo deverá melhorar o acesso do paciente ao diagnóstico e tratamento. “O óbvio precisa ser dito. O paciente nem sempre tem informações sobre os protocolos de atendimento e muitos perdem a batalha para o câncer sem que tenham acesso ao tratamento”.

Outro ponto bastante debatido durante a reunião foi com relação à unificação da regulação dos pacientes oncológicos. Atualmente, Estado e municípios possuem sistemas diferentes, dificultando a gestão e o encaminhamento adequado dos pacientes.

“A unificação da regulação dos pacientes oncológicos é a luta mais importante da Câmara Setorial. É importante ressaltar que não é unificar com a regulação de urgência e emergência, mas sim ter uma  regulação própria, unificada. Infelizmente hoje o paciente oncológico entra numa fila comum de atendimento e nós sabemos que alguns tipos de câncer são extremamente agressivos e este paciente precisa ter prioridade”.

A regulação unificada para oncologia já vem sendo discutida pelo Comitê Intersetorial da Oncologia e deverá ser imposta pelo Ministério Público do Estado (MPE).

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O próximo encontro da CST de Assistência aos Pacientes Oncológicos ficou agendado para o dia 11 de setembro.

Fonte: ALMT – MT

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Deputado Valmir Moretto defende a prorrogação do Feef para garantir R$ 350 milhões à saúde de Mato Grosso

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O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) defendeu, em pronunciamento durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), desta quarta- feira (17), a celeridade até 30 de junho de 2029, na votação do Projeto de Lei nº 386/2026, que prorroga o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef).

O parlamentar ressaltou que a medida é uma política de continuidade, essencial para assegurar que empresas beneficiárias de incentivos fiscais mantenham sua contrapartida ao Estado. Moretto enfatizou que o projeto não cria novos impostos nem aumenta a carga tributária para a população, sendo um mecanismo vital de financiamento para a saúde pública mato-grossense.

Atualmente, o Feef garante um aporte mensal de R$ 7 milhões, totalizando R$ 84 milhões anuais destinados integralmente à rede pública. Segundo o deputado, a interrupção dessa política significaria uma perda superior a R$ 350 milhões até 2029, impactando diretamente 142 municípios. “Não podemos permitir que a saúde de Mato Grosso perca esse recurso. São verbas que já sustentam hospitais filantrópicos, clínicas de hemodiálise e a atenção básica, e retirá-las agora causaria um prejuízo irreparável ao atendimento da nossa população”, alertou Moretto.

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A estrutura de distribuição do fundo é estratégica e focada em resultados: 64% do montante é direcionado aos hospitais filantrópicos, 20% ao serviço de hemodiálise e 16% à atenção básica. Entre as instituições que dependem diretamente desses recursos estão unidades de referência como o Hospital Geral de Cuiabá, o Hospital de Câncer de Mato Grosso, a Santa Casa de Rondonópolis e o Hospital Santo Antônio de Sinop, além de outras 11 clínicas de hemodiálise que atendem mais de 3,6 milhões de habitantes pelo SUS.

Ao concluir, o deputado fez um apelo aos seus pares nas comissões parlamentares para que o projeto seja apreciado e votado com urgência, garantindo a estabilidade financeira necessária durante a transição da Reforma Tributária. Para Moretto, a manutenção do Feef é um ato de responsabilidade social, fundamental para evitar que a rede hospitalar sofra uma redução crítica em sua capacidade de atendimento e para assegurar a continuidade dos serviços que salvam vidas em todas as regiões do Estado.

Fonte: ALMT – MT

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