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Cartório Eleitoral de Araputanga promove ação de cidadania junto à APAE

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Um momento para a promoção da cidadania e do sentimento de pertencimento ao processo democrático. Esse foi o tom de uma ação realizada pelo cartório da 41ª Zona Eleitoral, com sede em Araputanga, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

A iniciativa, contou com a participação de 51 alunos e alunas atendidas pela APAE, entre 10 e 89 anos de idade, ocorreu no último dia 21/02. De acordo com o chefe do Cartório da 41ª Zona Eleitoral, Armistrong Rutilho Charbel Monteiro, algumas dessas pessoas possuem título de eleitor e estão aptas para votar em razão do seu grau de discernimento.

A APAE de Araputanga promoverá eleição para escolher, dentre os alunos e alunas, os integrantes da Comissão de Autodefensores. A Autodefensoria consiste na representação dos usuários e usuárias das instituições, que possuem assento e voz em todas as assembleias e reuniões da diretoria de cada APAE. “Partindo dessa necessidade, fomos convidados pela equipe da Associação para apresentar a urna eletrônica e falarmos sobre a importância do voto”, acrescentou o chefe de cartório.

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Vale ressaltar que as pessoas com deficiência têm o direito de exercer o voto, um princípio fundamental da democracia. No entanto, muitas vezes elas enfrentam desafios significativos para exercer esse direito devido a barreiras físicas, comunicacionais e sociais. Quanto a isso, Armistrong Monteiro destacou a importância de a Justiça Eleitoral adotar medidas para atender as pessoas com deficiência.

“É fundamental que os sistemas eleitorais sejam acessíveis, fornecendo instalações físicas acessíveis, materiais eleitorais em formatos acessíveis (como Braille ou áudio), e treinamento adequado para os funcionários eleitorais sobre como atender às necessidades específicas das pessoas com deficiência. Além disso, é importante conscientizar sobre os direitos das pessoas com deficiência e garantir que existam medidas para combater a discriminação e facilitar sua participação plena e igualitária no processo democrático”, frisou o chefe de cartório.

Dependendo do tipo de deficiência, a pessoa pode ser dispensada da obrigatoriedade do voto. Inclusive, o tema é disciplinado pelo Provimento nº 12/2012, da Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso. “O cidadão ou cidadã que atinge a idade de 18 anos e não reúne as condições para o exercício do voto pode requerer ao juiz eleitoral uma certidão de quitação por tempo indeterminado. Aquele que já possui o título de eleitor também poderá requerer ao juiz eleitoral sua dispensa da obrigatoriedade do voto, caso apresente condições que dificultam a participação na eleição”, ressaltou Armistrong Monteiro.

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Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto em que aparecem dois servidores da Justiça Eleitoral manuseando urnas eletrônicas, que estão expostas em uma bancada. À direita, tem uma cabina de votação, feita de forma improvisada. À frente dos servidores, estão alunos e alunas da APAE, sentados em bancos de madeira. Ao final da matéria tem uma galeria com outras fotos da ação na APAE, que incluem alunos e alunas utilizando a urna.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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