A Coordenadoria de Fiscalização de Pesca da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com apoio da Polícia Militar, realizou operações em Nova Xavantina e na baixada cuiabana contra pesca predatória, na última semana.
Em Nova Xavantina a equipe de fiscalização apreendeu pescados e petrechos de pesca durante patrulhamento fluvial no rio das Mortes. O infrator foi multado em R$20,3 mil e conduzido à Delegacia do município, na ação que contou com o apoio do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e da 32ª Cia Independente de Polícia Militar de MT.
A equipe apreendeu 1 barbado, 6 curvinas abaixo da medida mínima, 3 cachara e 1 pirarara de 26,5 km. Estas duas espécies são de pesca proibida por lei.
Entre os petrechos foram apreendidos 1 tarrafa de isca, 1 barco de alumínio de 6 metros, 1 motor de popa Yamaha 25 hp, 1 tanque de combustível de 25 litros, 1 caixa de pesca, 9 varas de pesca, 6 carretilhas e 3 molinetes.
Operações na Baixada Cuiabana
Também foram realizados patrulhamentos terrestre e fluvial, nos municípios de Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Nobres e Poconé.
Nos municípios de Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço, a equipe da Sema, com apoio da 3ª CIPM de Santo Antônio de Leverger, soltou 35 exemplares de pescado das espécies curimbatá, pacupeva, pintado, pacu e bagre. Na ação, foram apreendidas 4 redes de emalhar, 6 tarrafas, 10 bóias e 15 anzóis de galho.
Na região de Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães e Nobres, com apoio da 1ª CIPM de Chapada. foram realizadas operações nos rios Manso, Cuiabá, Cuiabazinho e Lago do Manso com a apreensão de 5 espinheis.
Em Porto Cercado, Porto Jofre e Barão de Melgaço foram devolvidos ao rio 8 exemplares de pescado das espécies pacu, armal e pacupeva. Com apoio do 10° Batalhão de Policia Militar foram fiscalizados as regiões de Sapé, Limoeiro, Carandá Grande, Cercado, Porto Aliança São João, Barra do Piraim, Aterradinho, Bebi, Caxiri, rio dos Padres, rio Piquiri, rio dos Padres e rio São Lourenço.
Para o pescador profissional, é permitida a pesca, transporte e comercialização do pescado, com exceção das 12 espécies restritas previstas na lei. Já para o pescador amador, é permitido o pesque e solte, e a captura de dois quilos ou uma unidade de qualquer peso, respeitando as medidas mínimas estabelecidas em lei, desde que seja para consumo local e não esteja na lista de espécies proibidas. É proibido o transporte e comercialização do pescado por parte do pescador amador.
As espécies proibidas são cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado/surubin, piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré.
De acordo com a Resolução do Cepesca nº 02/2024, os peixes que estão na lista da Lei do Transporte Zero só podem ser pescados e transportados se forem considerados exóticos ou predadores na bacia hidrográfica que se encontram. Os peixes exóticos são aquelas espécies cuja incidência não é natural de uma bacia hidrográfica, ou rio, causando interferência negativa nas populações das espécies nativas.
As espécies exóticas podem ser transportadas tanto por pescadores amadores como profissionais, desde que o transporte ocorra apenas nos municípios que compõem a bacia onde estão liberadas. Caso ele seja transportado para outros rios ou Bacia Hidrográfica em que é nativo, o responsável responderá por infração ambiental.
Denúncias
A pesca ilegal e outros crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número (65) 98153-0255, ou pelo e-mail [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão ou em uma das regionais da Sema.
Um homem suspeito de agredir a sua filha, de 12 anos, até a morte foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na noite de domingo (7.6), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 horas de Várzea Grande.
O suspeito, de 42 anos, fugiu da residência onde ocorreram os fatos logo após o crime, mas posteriormente se apresentou à Polícia e foi preso em flagrante por feminicídio.
As investigações iniciaram após a equipe de plantão da DHPP receber informações sobre um possível homicídio ocorrido no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, tendo como vítima uma adolescente de 12 anos. A menor, Olga Beatriz Santos da Silva, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, em Cuiabá, já sem vida e apresentando diversas lesões decorrentes de agressões físicas.
Diante da gravidade da ocorrência, os policiais civis, sob coordenação do delegado Nilson Farias, se deslocaram imediatamente até a unidade de saúde para apurar os fatos. Em entrevista com a mãe da vítima, ela relatou que foi até a residência do suspeito, pai da adolescente, por volta das 18 horas, para buscá-la.
Segundo a mãe, após insistir por várias vezes no portão da residência, o suspeito saiu do imóvel e afirmou que a filha não estava no local, alegando que ela estaria brincando na casa de uma vizinha. A mulher percebeu que o comportamento do suspeito era incomum e que suas informações não correspondiam à realidade. Em seguida, ele deixou o local correndo e fugiu em direção desconhecida.
Ao entrar na residência, a mãe encontrou a filha caída no chão de um dos quartos, desacordada, com diversas marcas aparentes de agressões pelo corpo e sem sinais vitais. Com ajuda de uma amiga, a mãe levou a adolescente à UPA do Verdão, onde a equipe médica confirmou o óbito.
Paralelamente, os investigadores seguiram para a residência onde ocorreram os fatos, realizaram o isolamento e preservação do local do crime e acionaram a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os exames periciais e levantamentos necessários.
Durante as diligências, a equipe recebeu a informação de que o suspeito havia se apresentado espontaneamente na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande.
Os policiais se deslocaram até a unidade policial e realizaram a condução do investigado para a sede da DHPP, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio, sendo representado ao Judicicário pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Segundo o delegado responsável pelo flagrante, Nilson Farias, as agressões contra a menor iniciaram após o suspeito pegar uma conversa da filha com um menino em uma rede social, fato que, a príncipio, seria a motivação do crime.
A Polícia Civil segue com as investigações para o completo esclarecimento dos fatos, incluindo a apuração das circunstâncias e da motivação do crime.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.