Policiais militares da cidade de Canarana apreenderam 542 quilos de substância análoga a cloridrato de cocaína, no final da noite desta sexta-feira (07.07). Os entorpecentes foram encontrados na carroceria de uma caminhonete e uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
Por volta de 23h, a equipe da 5ª Cia de PM de Canarana retornava pela rodovia MT-242, após serviço de patrulhamento, e encontrou na beira da pista um senhor que informou que seu carro, uma F250, havia sido roubado por um casal.
De acordo com o homem, ele estava a caminho da cidade de Canarana quando visualizou uma caminhonete S-10 acidentada na beira da rodovia e duas pessoas pedindo ajuda. Ao parar o carro, um suspeito armado ordenou que fosse colocada diversas malas dentro da carroceria da F250 e que o motorista dirigisse em direção a cidade.
A vítima ainda informou que ao perceber que as bagagens se tratavam de entorpecentes, abandonou o veículo e fugiu pela mata até visualizar uma viatura da PM.
Diante das informações, militares iniciaram diligências e se depararam com o carro roubado em alta velocidade pela rodovia. Os militares deram ordens de parada ao condutor, que foram desobedecidas.
Em determinado momento, o veículo entrou em uma região de mata e o casal fugiu a pé. Os policiais entraram na mata e conseguiram localizar e abordar uma mulher, que foi detida.
De volta ao veículo roubado pela dupla, a equipe policial identificou que a carroceria estava carregada de malas com entorpecentes e solicitou reforço para apreender todo o material, sendo mais de 500 tabletes que totalizaram 542 quilos. Ainda na vistoria pelo veículo, foram encontradas a quantia de R$ 4,1 mil em dinheiro e um estojo de pistola vazio.
Na sequência, a suspeita recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzida para a Delegacia da cidade, com o material apreendido, para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis. As equipes policiais seguem em diligências na busca do suspeito foragido.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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