Ministério Público MT

Mudanças propostas serão apresentadas em encontro no próximo dia 05

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Integrantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso terão a oportunidade de conhecer as mudanças que estão sendo propostas com a implementação da Gestão por Competências no próximo dia 05, às 14h, durante evento que ocorrerá no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, com transmissão ao vivo pela plataforma Teams. Resultados almejados, impactos previstos, fases do processo de implantação são algumas das informações que serão repassadas durante o encontro.

De acordo com a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Hellen Uliam Kuriki, existe um projeto-piloto de gestão por competências sendo desenvolvido no Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) – Escola Institucional do MPMT.  “A proposta do encontro é promover o compartilhamento de informações, de forma transparente e assertiva, para assegurar o engajamento de toda a instituição”, afirmou.

O desenvolvimento da gestão por competências no MPE/MT teve início em 2017 com a implementação da Política Nacional de Gestão de Pessoas. Desde então, várias ações foram realizadas, entre elas a elaboração do projeto de gestão por competências, a realização de visitas institucionais a outros Ministérios Públicos, o mapeamento das competências comuns, realização de evento institucional temático e oferta do curso de especialização “MP resolutivo e gestão de excelência”.

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“A implantação da Gestão por Competências é um processo complexo que exige muito estudo, capacitação, dedicação e comprometimento das pessoas envolvidas no projeto. Todas as etapas do trabalho, que começou a ser desenvolvido em 2017, foram sistematizadas e incorporadas à fase atual de execução”, esclareceu a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão. 

O consultor de gestão de pessoas da Leme Consultoria em Gestão de RH, Victor Barbalho, destaca que a Gestão por Competências alinha a atuação das pessoas aos objetivos das organizações, por meio de seus conhecimentos, habilidades e atitudes.

A proposta é ensinar os gestores e liderados a falar sobre as competências uns dos outros de forma objetiva, respeitosa e voltada ao desenvolvimento humano. A técnica está pautada em duas grandes mudanças: implantação do Feedback como técnica oficial de desenvolvimento humano; e implantação da Avaliação de Desempenho com foco em Competências como processo organizacional periódico, ou seja, os servidores e gestores serão avaliados periodicamente por seus gestores e se autoavaliarão.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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