Mato Grosso

Manejo Florestal é capaz de reduzir 16% as emissões de gases de efeito estufa até 2035

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O incentivo ao manejo sustentável da floresta é um dos principais pilares da política estadual para o alcance da meta de neutralizar as emissões de carbono até 2035. O assunto foi tema do evento Juntos pela Sustentabilidade, realizado nesta quinta-feira (18.05), na sede da Federação das Indústrias (Fiemt).

“Esta ação sozinha é capaz de reduzir em 16% as emissões até 2035. O manejo está para o governo como um dos principais pilares para a manutenção da floresta em pé, com geração de renda e dignidade social, e ainda para alcançarmos a meta de descarbonização do estado”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Ela destacou que existem hoje 4,6 milhões de hectares de floresta sendo explorada por manejo, e a expectativa é chegar a seis milhões de hectares até 2030. O programa Carbono Neutro MT aponta que o Estado tem condições de neutralizar as emissões até 2035, antes mesmo da meta mundial, que é até 2050.

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A Sema reduziu nos últimos anos o tempo médio de resposta do licenciamento ambiental para permitir que todas as atividades legais, incluindo o manejo da floresta, possam ocorrer em Mato Grosso. O objetivo é fortalecer o consumo da madeira legal, sustentável, e de outros produtos da bioeconomia, para beneficiar as pessoas que vivem na Amazônia. “As pessoas da Amazônia não são o problema, e sim, parte da solução”, defende a gestora.

Os dados apresentados fazem parte do estudo de trajetória de descarbonização, que elenca 12 ações prioritárias que incluem a manutenção da floresta em pé, redução dos incêndios florestais, produção e consumo de biocombustíveis, aumento da produtividade agrícola em áreas degradadas, entre outros.

O presidente da Fiemt e da Bioind, Silvio Rangel, avalia que o manejo é uma opção para aqueles que têm áreas preservadas obterem renda trabalhando de modo legal na Amazônia, também como uma forma de recuperar o investimento na preservação.

O evento foi promovido pela Fiemt, Sistema Fiemt, Silvio Rangel, e do Instituto Amazônia +21, Instituto Ação Verde e Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) como parte da programação do Mês da Indústria.

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Participaram o presidente do Instituto Amazônia +21, Marcelo Thomé; o vice-presidente do Cipem, João Carlos Baldasso; a secretária de Desenvolvimento em exercício, Eulália Oliveira; o diretor-executivo do Ação Verde, Alvaro Leite; e a secretária Adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Sema, Lilian Ferreira dos Santos.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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