Os judocas Arthur Silva e Érika Zoaga, beneficiários do projeto Olimpus MT da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), são medalhistas paralímpicos nos Jogos de Paris 2024. Os dois conquistaram as medalhas de ouro e de prata, respectivamente, na manhã deste sábado (07.09).
Arthur derrotou um britânico na categoria 90 kg, enquanto Érika foi superada por uma atleta ucraniana na categoria 70 kg e garantiu a medalha de prata para Mato Grosso e o Brasil. Ambos são da classe J1 do judô para atletas cegos.
Essa é a quarta participação de Arthur, que representou o Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT), em Paralimpíadas e sua primeira medalha. Já Érika, que é da Associação Rondonopolitana de Deficientes Visuais (ARDV), está em sua primeira edição dos Jogos Paralímpicos.
“É muito orgulho! Parabenizo demais a Érika e o Arthur, que colocaram nosso Estado e pais no pódio do maior evento esportivo paralímpico do mundo. Chegamos com muita força para essa edição dos Jogos Paralímpicos. Eles são dois gigantes no tatame! Essa conquista só mostra o tamanho da força de Mato Grosso no paradesporto e que estamos no caminho certo com eficiência de incentivos”, celebrou o secretário da Secel, David Moura.
Com suas conquistas, os atletas não só garantem o Prêmio Olímpico do Governo do Estado pela participação nas Paralimpíadas, mas também o Prêmio Medalhista Olímpico pela medalha conquistada.
Assim como Ana Vitória, medalha de prata durante as Olimpíadas de Paris, cada um dos medalhistas receberá R$ 130 mil do Governo de Mato Grosso.
Arthur e Érika fazem parte da delegação paralímpica de judô brasileiro e confirmaram seu favoritismo ao conquistar medalhas paralímpicas, após um ciclo repleto de vitórias que antecederam os Jogos de Paris, que foram essenciais para o ranking mundial e classificação para a competição.
Até o momento, o Time Brasil Paralímpico tem 80 medalhas conquistadas.
Prêmio Olímpico
O Governo de Mato Grosso oferece prêmios como incentivo aos atletas, paratletas, atletas-guias e técnicos convocados para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O Estado garante o pagamento de R$ 30 mil para cada atleta e paratleta de Mato Grosso classificado para as competições mundiais. Para os técnicos convocados, a premiação é de R$ 10 mil. Medalhistas olímpicos recebem R$ 100 mil, independentemente da cor da medalha, enquanto técnicos medalhistas recebem R$ 30 mil.
Durante as Olimpíadas 2024, também representaram Mato Grosso em Paris, Lissandra Campos (salto em distância), Isadora Lopes (rugby feminino), Almir Júnior (salto triplo), Ana Sátila (canoagem shalom), Caroline Santos (taekwondo) e Yasmim Soares (rugby feminino).
Quatro iniciativas desenvolvidas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) foram selecionadas para integrar o Banco de Boas Práticas da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (CSP), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em 2026. Os projetos foram aprovados pelo Comitê de Avaliação da CSP e estão entre as 46 iniciativas escolhidas em todo o país para compor a plataforma nacional de reconhecimento e disseminação de experiências inovadoras do Ministério Público brasileiro. Ao todo, 82 iniciativas foram avaliadas e 46 foram aprovadas por atenderem aos requisitos de admissibilidade e aos critérios estabelecidos no Edital nº 002/2026/CSP. As propostas selecionadas são oriundas de oito unidades do Ministério Público brasileiro. Entre os projetos do MPMT reconhecidos está o GIPAEL – Olhar Atento, responsável pela implementação do painel Radar de Incidência Criminal. Desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), a iniciativa fortalece a transparência e a sistematização de informações sobre mortes decorrentes de intervenção policial, permitindo análises precisas e o monitoramento contínuo de indicadores relacionados à letalidade policial. Também foi selecionado o Núcleo de Apoio aos Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), criado para dar suporte aos promotores de Justiça na realização de diligências e procedimentos necessários à formalização de acordos extrajudiciais na área criminal. A iniciativa contribui para o fortalecimento da autocomposição, agilizando procedimentos e ampliando a eficiência da atuação ministerial. Outra prática reconhecida foi o Núcleo de Defesa da Vida, que atua na inclusão efetiva de vítimas e familiares de vítimas de crimes dolosos contra a vida e de latrocínio no Sistema de Garantias. O projeto oferece acolhimento, atendimento jurídico e psicossocial, orientação e encaminhamento à rede de proteção, além de assegurar acesso à informação e participação nos procedimentos relacionados aos casos. Atualmente, a iniciativa conta com nove núcleos em funcionamento em diferentes comarcas do estado. Completa a lista o projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência”, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, por meio do Espaço Caliandra. A proposta promove palestras em empresas de Cuiabá com o objetivo de conscientizar trabalhadores sobre a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, utilizando o ambiente de trabalho como espaço estratégico para a transformação de comportamentos e a promoção de relações mais respeitosas e igualitárias. Instituído pelo CNMP, o Banco de Boas Práticas da CSP é um espaço destinado ao registro, reconhecimento e divulgação de iniciativas inovadoras e criativas desenvolvidas pelos Ministérios Públicos brasileiros nas áreas do sistema prisional, controle externo da atividade policial e segurança pública. Além de valorizar experiências bem-sucedidas, a ferramenta busca incentivar a inovação, promover o compartilhamento de conhecimentos e estimular a replicação de soluções institucionais em diferentes unidades ministeriais.A cerimônia de premiação está prevista para ocorrer em 13 de novembro, durante o Encontro Nacional do Ministério Público no Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública – Edição 2026.
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