Mato Grosso

Crédito da Desenvolve MT impulsiona produção de marca cuiabana de cookies

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O que começou de forma despretensiosa como um presente para uma amiga, acabou se transformando em um negócio em expansão, na capital mato-grossense. Hoje a Eat Cookies reúne equipe, loja física e planos de crescimento, mas a história do empreendimento começou como de muitos, em casa, e com muita vontade de fazer acontecer.

Suzana Cremasco é dentista trabalhou na área por cinco anos, mas sempre teve uma paixão pela cozinha e o sonho de empreender no ramo. Ao longo desse período, chegou a testar algumas ideias de negócio, ainda sem muita certeza sobre qual caminho seguir. Foi ao preparar um cookie como presente para uma amiga que surgiu, sem planejamento inicial, o que viria a ser o primeiro produto da Eat Cookies.

O resultado chamou a atenção, Gustavo Coelho, cunhado e sócio de Suzana, experimentou o doce e enxergou ali uma oportunidade. A partir daí, Suzana iniciou a produção em casa e passou a comercializar os cookies por delivery e retirada no prédio onde morava. Durante cerca de um ano e meio, toda a operação funcionou na sacada do apartamento. O crescimento veio de forma gradual, impulsionado principalmente pelas vendas online e recomendação de clientes.

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Com o aumento da demanda, o espaço deixou de comportar a produção. Na época, a pequena operação já contava com quatro funcionários trabalhando dentro do apartamento. Foi então que surgiu a decisão de alugar um ponto comercial em Cuiabá. Hoje, além da unidade na capital, a marca também está presente em São Paulo, onde, posteriormente, ganhou um espaço físico inaugurado em abril do ano passado.

Com o avanço do negócio, também surgiram novas necessidades para manter o ritmo de produção e ampliar a capacidade da empresa. Foi nesse momento que a Eat Cookies buscou apoio na Desenvolve MT — Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso. O crédito foi utilizado para a compra de equipamentos e para capital de giro, garantindo mais estrutura para o funcionamento da empresa. Entre os investimentos feitos estão um freezer e uma batedeira industrial, que passaram a integrar a rotina de produção.


Segundo Suzana, os equipamentos trouxeram mais agilidade e eficiência para o trabalho. “A batedeira aumentou muito nossa capacidade de produção. O que a gente demorava mais tempo para fazer antes, agora conseguimos produzir o dobro ou até o triplo no mesmo período”, explica.

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O freezer também ampliou a capacidade de armazenamento, permitindo produzir mais e manter maior variedade de produtos disponíveis para venda. Além da melhoria operacional, o crédito trouxe mais segurança financeira para o negócio. “Ter capital de giro deu um respiro para a empresa e ajudou a organizar melhor a produção e o funcionamento do dia a dia”, afirma.

Para Suzana, empreender exige aprendizado constante, principalmente para quem não tinha experiência prévia na gestão de negócios. Entender como funciona o empreendedorismo foi um dos maiores desafios ao longo da trajetória.

Apesar das dificuldades iniciais, ela acredita que investir no próprio projeto é essencial para quem deseja transformar uma ideia em realidade. Quase cinco anos depois do primeiro cookie feito na cozinha de casa, Suzana olha para trás e reconhece que o sonho que parecia distante começou a ganhar forma.

*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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