O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) já atuou em quase 20 mil ocorrências de atendimento pré-hospitalar em todo o Estado, somente entre os meses de janeiro e junho de 2025. Esse tipo de ocorrência representa, atualmente, o maior volume de acionamentos da corporação, superando outras frentes de atuação e evidenciando a crescente demanda por esse serviço essencial à população.
Os dados constam em um levantamento realizado pela Diretoria Operacional do CBMMT. No total, foram registradas 19.966 ocorrências nos municípios onde os bombeiros militares prestam esse tipo de socorro. O atendimento pré-hospitalar consiste na prestação de socorro imediato e especializado às vítimas, ainda no local da ocorrência, antes mesmo da chegada a uma unidade de saúde.
Os chamados são registrados diariamente e atendidos pelas equipes operacionais dos quartéis, que atuam em regime de plantão permanente, 24 horas por dia. As situações mais frequentes envolveram acidentes de trânsito, traumas diversos, paradas cardiorrespiratórias e casos clínicos de mal súbito.
Conforme o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o serviço de atendimento pré-hospitalar é realizado de diferentes formas em Mato Grosso e, em todos os casos, a corporação tem papel relevante na prestação do serviço.
Bombeiros militares e profissionais de saúde capacitados atuam exclusivamente em 13 municípios e suas regiões de abrangência. Há ainda o modelo integrado entre Corpo de Bombeiros Militar e Município, como ocorre na região Médio Norte do Estado.
Em 2022, uma iniciativa conjunta entre o Corpo de Bombeiros Militar e a Prefeitura de Sinop resultou na implantação da Central Regional de Regulação de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel. Reconhecido pela comunidade de saúde pela excelência na gestão, o projeto foi premiado pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS/MT).
Essa central passou a coordenar a regulação médica de uma ampla região, incluindo os municípios de Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e, mais recentemente, Nova Mutum. Segundo destacou o coronel, “este modelo integrado proporcionou uma expressiva melhoria na qualidade do atendimento prestado à população da região”.
Atendimento bombeiros e Samu
Há também, em 11 cidades, o modelo em que o Corpo de Bombeiros Militar atua em parcerias com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Entre elas, estão os municípios de Rondonópolis, Primavera do Leste, Jaciara, Campo Verde e Confresa, por exemplo.
Nessas localidades, o Samu está instalado dentro de uma Unidade Bombeiro Militar, favorecendo a integração entre as equipes e otimizando o tempo de resposta às ocorrências. Um exemplo consolidado dessa cooperação é a Central de Regulação de Urgência do Samu em Rondonópolis, que funciona de forma integrada à estrutura do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), em uma parceria que já dura mais de 15 anos, conforme explica o coronel Glêdson.
Diante dos resultados positivos observados nesse município, o modelo de cooperação semelhante foi implementado da região da Baixada Cuiabana, por meio do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, resultado de uma cooperação entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Essa cooperação viabilizou a instalação da Central de Atendimento Pré-Hospitalar no Ciosp. Dessa forma, a corporação e o Samu passaram a atuar de maneira integrada e coordenada preservando a operacionalidade do número 192 e otimizando a regulação das ocorrências nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Chapada dos Guimarães.
“Os números de ocorrências no Estado demonstram o quanto esse tipo de atendimento tem se tornado uma das missões mais exigidas da corporação. E não será diferente na baixada cuiabana. Nosso compromisso é garantir que a população seja socorrida com rapidez, eficiência e qualidade. Por isso investimos continuamente para a ampliação e melhoria desse serviço e da nossa capacidade de resposta”, afirmou o comandante-geral.
A Polícia Civil de Mato Grosso esclareceu, nesta quarta-feira (29.4), um homicídio e ocultação de cadáver de David Fernandes de Sousa, de 21 anos, com a identificação e prisão de três envolvidos nos crimes, em Sorriso. A morte da vítima está relacionada à possível rixa entre facções criminosas.
As investigações da Delegacia de Sorriso apontaram que os três criminosos eram amigos da vítima e passaram a desconfiar que o amigo pertencia a uma facção rival, fato que teria motivado o crime. Eles responderão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.
Com o esclarecimento do crime, Sorriso apresenta índice de 100% dos homicídios elucidados, com a identificação e a prisão dos autores no município.
David Fernandes de Sousa era considerado desaparecido desde o dia 5 de abril, quando sua mãe procurou a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência. Segundo informações, há 15 dias, o jovem estava dividindo aluguel com um amigo e, após esse período, não teve mais notícias.
Com base nas informações repassadas, os policiais da Delegacia de Sorriso iniciaram as investigações e conseguiram identificar um dos suspeitos, de 22 anos, integrante de facção criminosa, com envolvimento no desaparecimento e morte de David.
Em continuidade às diligências, os policiais conseguiram localizar e prender o suspeito, que confessou a participação no homicídio e na ocultação de cadáver do jovem, bem como revelou a localização do corpo e o envolvimento de outros integrantes no grupo.
Com a possível localização do corpo, os policiais foram até o local e, após escavarem, conseguiram encontrar o corpo enterrado em uma cova rasa, em uma região de mata do município.
Os outros dois suspeitos já haviam sido presos na semana passada por envolvimento com tráfico de drogas. Os três suspeitos foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e organização criminosa e responderão, em inquérito policial, pelo homicídio.
Segundo o delegado Bruno França, responsável pelas investigações, os suspeitos eram amigos da vítima, porém, após desconfiarem que ele integrava uma facção criminosa rival, decidiram executá-lo.
“A vítima foi morta estrangulada com o cadarço do próprio sapato e, posteriormente, teve o corpo ocultado, em uma evidente situação de rixa entre grupos criminosos”, disse o delegado.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no crime.
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