Educação

Aos 12 anos, aluno do Colégio Maxi transforma paixão pela ciência em livro e chega à Bienal de São Paulo

José Murilo fala 12 idiomas e criou obra bilíngue que une química, literatura e ilustração; trajetória reforça proposta de formação do Maxi, integrante do Grupo Salta

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Aos 12 anos, José Murilo Bernal Barreto Carneiro já transformou uma de suas grandes paixões em livro. Aluno do Colégio Maxi, em Cuiabá, o jovem autor criou “Element Humans – A vida na Tabela Periódica!”, obra que une ciência, literatura, criatividade e desenho e que chegou a um dos principais eventos literários do país, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

 

José é autista, possui altas habilidades e superdotação e fala atualmente 12 idiomas. No livro, escrito em português e inglês, ele transforma os elementos químicos em personagens, cada um com personalidade, características e funções próprias. As ilustrações também foram produzidas pelo próprio estudante.

 

A relação com a ciência começou ainda na infância. Entre 2020 e 2021, um vídeo sobre a Tabela Periódica despertou sua curiosidade e abriu caminho para novas pesquisas. Com o tempo, conhecimento e imaginação se encontraram até virarem uma obra.

 

É uma trajetória que também encontra espaço no ambiente escolar. No Colégio Maxi, integrante do Grupo Salta, a formação busca estimular autonomia, curiosidade, criatividade e o desenvolvimento das potencialidades individuais dos estudantes, respeitando diferentes formas de aprender e de se expressar.

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Para a direção do Maxi, conquistas como a de José mostram que educação também significa saber enxergar aquilo que torna cada aluno único.

 

“O José nos mostra o que pode acontecer quando conhecimento e curiosidade caminham juntos. Para nós, é motivo de muito orgulho acompanhar um aluno que consegue transformar seus interesses em produção, aprendizado e realização. A escola tem justamente esse papel: oferecer ferramentas e oportunidades para que cada estudante desenvolva todo o seu potencial.”

 

Além da ciência, José demonstra especial interesse pela escrita, gramática e aprendizado de novas línguas. Uma combinação de habilidades que, aos 12 anos, já ultrapassou os limites da sala de aula e ganhou as páginas de um livro.

 

Mais do que celebrar um jovem escritor, a história de José mostra a força de uma educação que não tenta colocar todos os alunos no mesmo caminho — mas ajuda cada um a descobrir até onde o próprio talento pode levá-lo.

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Ministério Público MT

Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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