Sorriso

Ação integrada orienta banhistas em locais com alto índice de afogamentos

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Quinze pessoas morreram afogadas entre os anos de 2023 e 2024, em Sorriso

Calor intenso, ingestão de bebidas alcoólicas e o grande fluxo de banhistas em rios e lagos. Somente no município de Sorriso, essa combinação foi responsável pela morte de quinze pessoas, entre os anos de 2023 e 2024.

Para evitar que momentos de recreação sejam interrompidos por tragédias, forças de segurança do Município realizaram, neste domingo (23.06), uma ação conjunta a fim de orientar e conscientizar banhistas em três pontos espalhados ao longo do Rio Lira (MT-242 – saída para Nova Ubiratã, Poção da Zona Leste e “Corgão”).

“A fiscalização consiste em quatro fases distintas. Sendo que a primeira delas que começa pela identificação dos proprietários das áreas frequentadas por banhistas. Em seguida, é feito a abordagem individual em que são repassadas orientações sobre os riscos de afogamentos e a parte fiscalizatória para inibir a comercialização irregular de bebidas e produtos de gêneros alimentícios nesses locais. Simultaneamente, a Polícia Militar faz a checagem dos banhistas”, explica o sargento Bombeiro Militar da reserva remunerada e coordenador de Proteção e Defesa Civil (Compdec), Alberto dos Santos.

Ainda de acordo com o militar, durante a fiscalização foram constatadas irregularidades como a suposta cobrança de entrada para acesso aos locais de banho, veículos em desacordo com as especificações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), entre outras.

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“A maioria desses locais está sendo usado sem autorização, mas isso não exime a responsabilidades dos proprietários dessas áreas”, emenda.

“Importante frisar que nesse primeiro momento a ação integrada tem o condão preventivo. Estamos conscientizando a população sobre os riscos, quais locais de banho são muito perigosos para a diversão em família e como agir em caso de afogamentos”, contextualiza o comandante da 10.ª Companhia Independente de Bombeiros Militar Alves Daroit, tenente Thiago Soares Reis.

Além de atuar de forma orientativa, a ação integrada também fez o registro fotográfico e coletou dados que irão subsidiar a elaboração de um mapa identificando os locais com maior incidência de afogamento e aqueles inapropriados para banho.

Participaram da ação integrada a Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil; a Polícia Militar; o Corpo de Bombeiros Militar e o Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF).

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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