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Programa Chevening abre inscrições em 6 de agosto para mestrado no Reino Unido

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Programa Chevening abre inscrições em 6 de agosto para mestrado no Reino Unido
Caio Barbieri

Programa Chevening abre inscrições em 6 de agosto para mestrado no Reino Unido

O renomado programa Chevening Scholarships , que concede bolsas de estudo para mais de 160 países, incluindo o Brasil, abrirá inscrições para o ciclo de 2024 a partir de 6 de agosto, com prazo final em 5 de novembro. As bolsas são destinadas a cursos de mestrado de um ano em diversas universidades do Reino Unido .

As bolsas Chevening cobrem todos os custos relacionados ao estudo, incluindo passagem de ida e volta, anuidade do curso, taxas administrativas da universidade e uma quantia mensal para despesas pessoais. Além disso, o programa cobre os custos de emissão do visto e oferece um auxílio financeiro para instalação no país. Desde sua criação, o Chevening já concedeu 50 mil bolsas em todo o mundo.

O processo seletivo para o Chevening é dividido em duas fases. Na primeira, os candidatos devem se inscrever pelo site oficial do programa, preenchendo um formulário online com os cursos de interesse e enviando a documentação exigida, como diplomas, histórico acadêmico e cartas de recomendação. As cartas de aceite das universidades podem ser enviadas após o término do período de inscrição.

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Na segunda fase, os candidatos pré-selecionados serão convidados para uma entrevista em inglês, realizada na Embaixada Britânica, em consulados britânicos ou em outras localidades distribuídas por todas as regiões brasileiras. Em 2023, cerca de 50 brasileiros foram contemplados com a bolsa.

Diretora do Chevening no Brasil, Cristiane Lima enfatiza que o programa busca estudantes comprometidos em fortalecer as relações entre britânicos e brasileiros. “Queremos levar os futuros líderes e especialistas do Brasil para estudar no Reino Unido. Os candidatos devem demonstrar o impacto que irão causar”, afirma.

Os candidatos às bolsas Chevening devem atender a diversos critérios, incluindo:

– Possuir, no mínimo, dois anos de experiência profissional, incluindo trabalho voluntário ou estágios remunerados ou não;
– Planejar retornar ao país de origem após concluir os estudos para aplicar os conhecimentos adquiridos;
– Demonstrar histórico de excelência e conquistas profissionais, além de potencial de liderança;
– Exibir qualidades pessoais que os capacitem a se beneficiar plenamente da bolsa;
– Desejar construir uma rede de contatos com outros bolsistas Chevening, tanto durante o período de estudos no Reino Unido quanto após o retorno;
– Ter uma visão clara de como o curso escolhido beneficiará seu país de origem.

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Para mais informações sobre o processo seletivo e os critérios de elegibilidade, visite o site oficial do programa: Chevening Scholarships

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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