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Aprovada reforma nas quadras 702, 703, 704, 715 e 716 Norte

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Aprovada reforma nas quadras 702, 703, 704, 715 e 716 Norte
Agência Brasília

Aprovada reforma nas quadras 702, 703, 704, 715 e 716 Norte

A reforma das quadras 702, 703, 704, 715 e 716 do Setor Comercial Local Residencial Norte (SCLRN), no Plano Piloto, foram aprovadas, respectivamente, pelas portarias nº 49 e nº 50, publicadas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação ( Seduh ) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (13). Os trabalhos preveem mais acessibilidade nesses trechos da Asa Norte, além da recuperação dos espaços degradados na avenida.

Projeção da Seduh: com as reformas, acessibilidade será um dos maiores destaques | Foto: Divulgação/Seduh

Nos projetos de sistema viário está prevista a criação de calçadas amplas, rotas acessíveis com sinalização tátil a partir das paradas de ônibus e em todos os blocos comerciais, ciclovias e praças renovadas com mais arborização e mobiliário urbano. Ao todo, é prevista a construção de 30.870,88 m² de calçadas acessíveis, a recuperação de 10.485,9 m² de áreas verdes e o plantio de 132 árvores.

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“As calçadas acessíveis e a implantação de uma extensa ciclovia vão reforçar a mobilidade em uma das principais avenidas de Brasília”

Vitor Recondo, subsecretário de Projetos e Licenciamento de Infraestrutura da Seduh

Também são esperadas a recuperação e reorganização das áreas de estacionamentos, que serão demarcados e interligados com os bolsões de vagas.

Somando as quadras 702, 703, 704, 715 e 716, serão 859 vagas para veículos, 132 para motos e 75 para paraciclos. Ainda é planejada a construção de calçadões ligando as paradas de ônibus da W3 às quadras residenciais, facilitando o acesso de quem passa no local.

Melhorias na circulação

Além disso, são previstas novas travessias elevadas para facilitar o percurso de pedestres e de ciclistas que circulam diariamente entre as quadras, reconfigurando a via interna entre os blocos comerciais das quadras – conhecida como “W3 e meia” – para ser uma área sinalizada e compartilhada entre carros e pedestres, com velocidade máxima de 30 km/h, chamada de Zona 30. A ideia é tornar a circulação mais segura para todos os transeuntes e veículos.

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“O projeto de requalificação das demais quadras da W3 Norte segue o mesmo padrão estabelecido para as quadras 707/708”, explica o subsecretário de Projetos e Licenciamento de Infraestrutura da Seduh, Vitor Recondo. “As calçadas acessíveis e a implantação de uma extensa ciclovia vão reforçar a mobilidade em uma das principais avenidas de Brasília.”

Depois da publicação no DODF, o processo é encaminhado à Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF) para elaboração dos projetos executivos e complementares, que possibilitarão a execução das obras.

Confira as portarias .

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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