Inaugurada na década de 70, a Escola Estadual ‘Patriarca da Independência’, no Distrito de Progresso, em Tangará da Serra, teve a estrutura completamente reformada e modernizada pelo Governo de Mato Grosso. A obra foi entregue nesta sexta-feira (14.06) pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
Essa é a terceira obra de unidade de ensino concluída no município, sendo duas reformas e uma unidade construída do zero, além de três quadras poliesportivas em outras escolas.
Para melhor atender os 320 estudantes da unidade de ensino foram investidos R$ 5,7 milhões para reforma geral, com ampliação do refeitório, e estrutura moderna. Do total investido, a Prefeitura de Tangará da Serra entrou com uma contrapartida de R$ 230.520,94. Foto: Michel Alvim/Secom-MT
Na reforma, foram trocados a cobertura, janelas, pisos, parte elétrica e reformada a quadra poliesportiva, calçadas, ampliação do refeitório e a aquisição de novo mobiliário.
Foram investidos cerca de R$ 1 milhão em investimentos na aquisição de mobiliários, utensilios e equipamentos para a cozinha, como geladeira e freezer, além de 38 aparelhos de ar-condicionado, 220 Chromes e 390 conjuntos escolares para os estudantes.
Na cerimônia, o secretário de Educação do Estado, Alan Porto, afirmou que o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 15 milhões na Educação, em Tangará da Serra,
“É uma alegria imensa voltar aqui, em Tangará da Serra, entregando o que o Estado se comprometeu a fazer. O Governo já investiu R$ 15,1 milhões na educação de Tangará da Serra. O Estado construiu a Escola Estadual Bento Muniz, reformou e ampliou a Patriarca da Independência e também reformou a Escola Militar Tiradentes. Além disso, construiu três quadras poliesportivas e está concluindo mais uma quadra na Escola Estadual Professor Jada Torres”, disse.
Com esses investimentos, estudantes e profissionais da educação passam a contar com conforto e bem-estar, recursos pedagógicos modernos, conectividade, tecnologias em sala de aula e alimentação escolar de qualidade. Os alunos ainda recebem gratuitamente uniformes e materiais escolares de qualidade. A unidade escolar tem 14 salas de aula e atende, atualmente, cerca de 320 estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio – Foto: Michel Alvim/ Secom-MT
Mato Grosso saiu do 20º para o 11º lugar no ranking nacional de alfabetização em razão dos investimentos e das políticas educacionais do Plano educAção 10 Anos, que objetiva colocar a rede educacional de Mato Grosso entre as cinco mais bem avaliadas no país até 2032.
O deputado estadual Dr. João, que representou a Assembleia Legislativa, ressaltou os esforços do governador Mauro Mendes e do Poder Legislativo em apoiar investimentos na educação. “Estaremos sempre dispostos a manter esta parceria que tem levado a nossa rede pública para o topo do ranking da alfabetização. Hoje, podemos ver que Mato Grosso já está entre as 11 melhores do Brasil e logo estará entre as cinco primeiras. Isso é motivo de muito orgulho”, pontuou.
O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, também enalteceu os esforços do Estado em relação aos avanços na educação. “O secretário Alan Porto e a nossa equipe municipal da educação foram firmes quando abraçaram toda essa causa e firmaram o convênio que proporcionou a reforma e ampliação da escola. Licitaram, fiscalizaram e agora entregaram esta importante obra para Tangará e, sobretudo, para o Distrito de Progresso. Educação é tudo e o Governo de Mato Grosso sabe bem disso”.
Secretários municipais e vereadores de Tangará da Serra também participaram da solenidade.
História da escola
A denominação Escola Estadual ‘Patriarca da Independência’ foi dado devido ao devotamento de um dos pioneiros e fundadores do Distrito de Progresso, professor Pedro Alberto Tayano, a José Bonifácio de Andrada e Silva, ‘Patriarca da Independência’. Pedro Tayano foi o primeiro diretor da escola. A escola é toda climatizada e oferece acessibilidade em todos os espaços
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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