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Temperatura despenca em parte do Sudeste; calor vai voltar?

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Em São Paulo, os termômetros que marcaram 34ºC na quinta-feira (21) devem ficar entre 18ºC e 23ºC no final de semana.
Fernando Frazão/Agência Brasil

Em São Paulo, os termômetros que marcaram 34ºC na quinta-feira (21) devem ficar entre 18ºC e 23ºC no final de semana.

As temperaturas caíram em boa parte da região Sudeste nesta sexta-feira (22). A previsão é de que os quatro estados, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e parte do Espírito Santo sejam afetados por chuvas intensas, consequência da aproximação de uma frente fria.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva será mais forte no Vale do Paraíba e no litoral norte de São Paulo, no sul e na Zona da Mata de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo. Confira a temperatura das capitais:

Em São Paulo, os termômetros que marcaram 34ºC na quinta-feira (21) devem ficar entre 18ºC e 23ºC ao longo do final de semana. As fortes chuvas podem causar alagamentos na cidade.

No Rio de Janeiro, a sexta-feira amanheceu chuvosa. A temperatura, que chegou a 38ºC na última semana, caiu drasticamente, com previsão mínima de 20°C e máxima de 29°C. A chuva deve aumentar ainda mais a partir da tarde, principalmente nas zonas Norte e Oeste, podendo atingir 200 mm em 24 horas.

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Em Belo Horizonte, a menor temperatura registrada nesta sexta foi de 20,6ºC, na região Oeste da capital mineira. Com máxima prevista de 29ºC, a temperatura deve seguir em declínio.

Na capital capixaba, as temperaturas seguem altas e acompanhadas de uma chuva moderada. A frente fria deve afetar mais intensamente a região sul, que tem previsão mínima de 20 °C e máxima de 30 °C.

Quanto tempo o frio deve durar?

Nesta estação acontecerá o fim do El Niño, fenômeno que provocou as ondas de calor que elevaram as temperaturas em todo o país nas últimas semanas.

Relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), instituto de monitoramento de fenômenos meteorológicos dos EUA, o El Niño deve alcançar a neutralidade entre os meses de abril e junho. Aos poucos, o fenômeno dará lugar ao La Niña, mas o calor deve continuar até metade de abril.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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