AGRONEGÓCIO

YANMAR destaca-se na 11ª Rondônia Rural Show

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A Rondônia Rural Show, evento anual realizado em Ji-Paraná (RO), é conhecida por promover o desenvolvimento rural e impulsionar o agronegócio, oferecendo um espaço dedicado a agricultores, empresas do setor e ao público em geral. Em sua 11ª edição, a feira reúne mais de 600 expositores, incluindo a YANMAR, multinacional japonesa reconhecida pela fabricação de soluções para diversos setores da indústria brasileira.

Diversidade de máquinas

No estande da YANMAR, destaca-se um portfólio de máquinas compactas, como tratores, colheitadeiras de grãos e miniescavadeiras, além de um grupo gerador especialmente projetado para alimentar baterias de drones pulverizadores. Fernando Figueiredo, gerente Comercial Agrícola da YANMAR South America, ressalta a importância da participação da empresa na feira, especialmente para atender às necessidades dos pequenos e médios agricultores.

Tratores em destaque

Entre as soluções apresentadas, estão os tratores YANMAR YM 347 e os tratores YANMAR Solis, com potências variando de 26 a 105 cv. O Trator YM 347, fabricado exclusivamente pela YANMAR, é ideal para culturas que demandam equipamentos estreitos, como café, hortaliças e frutas. Já os tratores Solis destacam-se pela versatilidade, sendo utilizados em diversas aplicações na agricultura, desde operações de manutenção até a preparação de solo.

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Além dos tratores, a YANMAR também expõe a colheitadeira YH 880, que se destaca pela versatilidade e eficiência, especialmente em áreas de difícil acesso. Equipada com um motor de alto desempenho, a colheitadeira oferece uma operação econômica e segura, garantindo uma limpeza eficiente dos grãos.

Máquinas para construção civil

No segmento de construção civil, a empresa apresenta as miniescavadeiras ViO17 e ViO35, conhecidas por sua potência e versatilidade. A ViO17, com seu verdadeiro Giro Zero, destaca-se pela facilidade de manobra, enquanto a ViO35 oferece maior estabilidade no manuseio de materiais e profundidade de escavação.

Grupo gerador inovador

Um dos destaques do estande é o grupo gerador YBG15TE, projetado especialmente para alimentar baterias de drones pulverizadores. Esse modelo, refrigerado a água e desenvolvido para uso profissional, otimiza o tempo de carregamento das baterias, aumentando a produtividade das operações agrícolas em até 30%.

Com essa variedade de soluções, a YANMAR reafirma seu compromisso com o desenvolvimento do agronegócio e da agricultura familiar, contribuindo para o sucesso dos produtores rurais em Rondônia e em todo o Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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