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Café Certificado em Minas Gerais: Redução de Juros no Crédito Rural

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Os cafeicultores que participam do programa Certifica Minas Café terão uma redução de 0,5% na taxa de juros para o crédito rural por meio do Plano Safra, a partir de janeiro do próximo ano. Essa iniciativa beneficiará 802 produtores que obtiveram a certificação do Governo de Minas.

Durante o lançamento do Plano Safra na semana passada, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou essa vantagem para aqueles que estão reconhecidos como Produção Integrada. O programa de certificação mineiro recebeu o reconhecimento do ministério, possibilitando este benefício.

“Embora as regras e os procedimentos necessários para a obtenção do benefício ainda precisem ser regulamentados pelo ministério, essa é uma grande conquista. O benefício estará disponível para os produtores a partir de janeiro de 2025”, afirma Thales Fernandes, Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Desde o ano passado, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Minas tem mantido diálogo com o MAPA para garantir que os cafeicultores do Certifica Minas Café fossem contemplados com a redução da taxa de juros.

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Neste primeiro momento, apenas os produtores certificados pelo Certifica Minas Café terão acesso à redução. No entanto, a Secretaria já está em negociação para incluir outros setores, como algodão, azeite, cachaça, produtos orgânicos e Sem Agrotóxico (SAT), carne bovina, frango, ovos caipiras, hortaliças, leite, mel e Queijo Minas Artesanal.

Além dos cafeicultores que adotam boas práticas agrícolas, também serão beneficiados com a redução de 0,5% aqueles que tiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado pelo Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). Assim, os produtores certificados em boas práticas e com o CAR validado poderão somar os benefícios, alcançando uma redução total de 1% na taxa de juros.

O Certifica Minas, coordenado pela Secretaria de Agricultura, é executado por suas vinculadas. Atualmente, 889 produtores estão certificados pelo programa, sendo que a certificação de café representa 90% do total, posicionando Minas Gerais entre os principais estados na certificação cafeeira do Brasil.

As propriedades certificadas obtêm resultados significativos, como a otimização do uso de recursos naturais, mitigação de impactos ambientais, preservação da biodiversidade e cumprimento das leis trabalhistas.

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Como Funciona

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) orienta os produtores sobre a adequação de seus sistemas produtivos. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é responsável pelas auditorias nas propriedades e agroindústrias, validação e publicação das normas de certificação, além da emissão do selo e do certificado do programa. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) realiza pesquisas voltadas à certificação e participa das capacitações promovidas pela Secretaria de Agricultura.

A adesão ao programa é voluntária, e os produtores interessados devem procurar os escritórios da Emater-MG ou do IMA em seu município. As normas que regem o processo de certificação estão disponíveis no site oficial do programa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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