AGRONEGÓCIO

Vinícola Courmayeur aposta em espumantes com marca própria para o mercado atacadista

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A produção personalizada de vinhos e espumantes tem ganhado cada vez mais espaço entre supermercados, lojas, restaurantes e hotéis que buscam oferecer produtos exclusivos com marca própria. Atenta a essa tendência, a Vinícola Courmayeur, localizada na região do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, encontrou no modelo de negócios private label uma oportunidade estratégica de crescimento. A empresa oferece não apenas produtos de qualidade, mas também um serviço que agrega valor e fideliza os clientes, proporcionando uma experiência única com a marca.

Com vasta experiência na produção de espumantes pelo método Charmat, a Courmayeur oferece aos seus parceiros diversidade e qualidade, fortalecendo a confiança dos consumidores em adquirir produtos de excelência, com origem reconhecida. A vinícola vem atendendo empresas em diversas regiões do Brasil, destacando-se como especialista no mercado de espumantes personalizados.

Exemplos de sucesso no mercado

Um dos casos de sucesso dessa estratégia é o Zona Sul, renomada rede de supermercados no Rio de Janeiro, que conta com sua própria linha de espumantes exclusivos. O espumante ODE, elaborado pela Courmayeur com a curadoria do sommelier Dionísio Chaves, está disponível nas versões Brut Branco e Brut Rosé. Além de oferecer um produto diferenciado e exclusivo, a parceria permite à rede Zona Sul controlar a margem de lucro, flexibilizar preços e fidelizar clientes por meio de um feedback direto.

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“A parceria com a Courmayeur surgiu após uma seleção criteriosa. Durante uma visita à Serra Gaúcha, tive a oportunidade de conhecer diversos produtores e degustar seus espumantes. A Courmayeur se destacou por seu compromisso com a qualidade e pela produção de um espumante jovial, ideal para ser apreciado em qualquer ocasião. Esses fatores foram decisivos para escolher a Courmayeur como nossa parceira na produção do ODE”, explica Dionísio Chaves.

Outro exemplo é a parceria com a Casa da França, uma loja de vinhos em Curitiba, que comemora 31 anos de atividades em setembro. Para celebrar a data, a loja lançou espumantes personalizados nas versões Brut, Demi-Sec e Moscatel, todos elaborados pela Courmayeur com a assinatura da marca Casa da França.

Certificação internacional e novos horizontes

A enóloga Talita Nicolini Verzeletti, sócia-diretora da Courmayeur, destaca que a recente conquista da certificação internacional FSSC 22000 (Food Safety System Certification) foi um marco para a vinícola e fundamental para a expansão no segmento de private label. “Essa certificação, que é uma das principais normas globais de segurança alimentar, é reconhecida por grandes redes varejistas e organizações reguladoras. Ela veio após 10 meses de muito trabalho e aprendizado e tem sido um diferencial no mercado, aliada à nossa capacidade produtiva”, afirma Talita.

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A vinícola também se destaca por ser a única integrante do setor a fazer parte da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), o que tem ampliado ainda mais as oportunidades de negócios no mercado de marcas próprias.

Com essas conquistas e um modelo de negócios bem estruturado, a Courmayeur segue consolidando sua posição no mercado atacadista, levando produtos personalizados de alta qualidade a diversos segmentos e contribuindo para a expansão do agronegócio brasileiro no setor vinícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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