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Certificação da Adapar fortalece confiança do consumidor e impulsiona negócios na ExpoApras 2025

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Em parceria com a Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) teve participação de destaque na ExpoApras 2025 — considerada a maior feira supermercadista do estado, reunindo mais de 450 marcas expositoras. Durante o evento, a Adapar apresentou ao público seu projeto de Certificação de Produção, por meio de uma exposição de morangos certificados, provenientes de cinco produtores paranaenses.

As embalagens dos produtos contavam com QR Codes que direcionavam os visitantes a informações detalhadas sobre a rastreabilidade da produção, datas de fiscalizações e resultados de análises laboratoriais. Técnicos da Adapar também realizaram demonstrações ao vivo para representantes do setor supermercadista. Atualmente, algumas redes de supermercados já disponibilizam morangos com o selo da Adapar em suas prateleiras.

De acordo com o engenheiro agrônomo Juliano Galhardo, coordenador do projeto, a feira foi uma oportunidade estratégica para atrair novos interessados. “Diversos produtores visitaram o estande com o intuito de aderir à certificação. Estamos aproveitando o momento para coletar informações e dar andamento ao processo, com a meta de ampliar a participação no programa”, explicou.

A fiscal estadual de Defesa Agropecuária Sabrina Jacques Farias, que atua no Escritório Regional de Curitiba e participou das inspeções nas propriedades certificadas, também destacou a importância da iniciativa. “O selo representa uma oportunidade de valorização para os produtores, ao mesmo tempo em que responde à crescente demanda dos consumidores por alimentos seguros e de qualidade”, afirmou.

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Selo Adapar: de projeto-piloto à política pública

O programa teve início como projeto-piloto na Região Metropolitana de Curitiba, certificando morangos de sete propriedades localizadas em cinco municípios. O sucesso da experiência resultou na publicação da Portaria nº 82/2024, de 5 de março, que oficializa os procedimentos para a certificação de produtos de origem vegetal no Paraná, viabilizando a ampliação da proposta para outras culturas agrícolas.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Sistema FAEP/Senar-PR e visa assegurar a adoção de boas práticas de manejo e produção, contribuindo para a oferta de alimentos mais seguros à população.

“O selo representa um avanço na relação entre produção agrícola, boas práticas e consumo consciente. Ele reforça a credibilidade da agricultura paranaense, tanto no mercado interno quanto no externo”, destacou Paulo Brandão, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal (DESV) da Adapar.

Como aderir ao programa

Para participar do programa, o produtor precisa contar com o acompanhamento de um responsável técnico — engenheiro agrônomo, técnico agrícola ou profissional equivalente —, que deverá ser capacitado em um curso promovido pela Adapar. Além disso, o agricultor precisa concluir quatro cursos específicos oferecidos pelo Sistema FAEP, voltados à adoção de boas práticas agrícolas, controle de pragas e doenças, e sustentabilidade.

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Após o cumprimento das exigências técnicas e a aprovação nas análises de conformidade, o selo de certificação é concedido e inserido nas embalagens dos produtos. Mais informações sobre a adesão estão disponíveis no site oficial da Adapar:

Propriedades e Produtores com Certificação da Produção – Morangos

ExpoApras 2025: espaço para inovação e negócios

A edição de 2025 da ExpoApras tem como tema “Inovação e Tecnologia Conectando Gerações”, refletindo as transformações do mercado, onde diferentes gerações convivem profissionalmente. O evento ocupa uma área de 14 mil metros quadrados e deverá movimentar mais de R$ 1 bilhão em negócios. A programação se estende até quinta-feira (24), reunindo debates, lançamentos e oportunidades comerciais para todos os elos da cadeia supermercadista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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