AGRONEGÓCIO

Vinícola Aurora Registra Crescimento de 20% nas Vendas de Espumantes e Consolida Liderança no Mercado

Publicado em

A Cooperativa Vinícola Aurora, referência na produção de espumantes na Serra Gaúcha, projeta um crescimento de 20% em suas vendas de espumantes em 2024, com a previsão de alcançar 7,3 milhões de garrafas comercializadas até o fim do ano. Esse desempenho expressivo reafirma a posição da vinícola entre as líderes do mercado nacional e reflete o sucesso de sua linha de borbulhas, com destaque para os moscatéis, que apresentaram uma expansão de 46% nas vendas de janeiro a outubro.

O rótulo Aurora Moscatel se consolidou como o mais popular da vinícola, representando 40% do volume de moscatéis vendidos e 25% do total de espumantes comercializados pela cooperativa. As vendas tiveram destaque nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Rodrigo Arpini Valerio, diretor de Marketing e Vendas da Vinícola Aurora, destaca que a expectativa é manter o ritmo de crescimento no último trimestre, que tradicionalmente concentra 40% das vendas anuais de espumantes. Para este período, a cooperativa projeta um incremento de 10% em valor, comparado com o mesmo intervalo de 2023. De acordo com Valerio, os espumantes são a categoria que mais cresce no Brasil, com uma expansão média de 15% ao ano.

Leia Também:  Farmtech e Bayer Lançam Programa CropCredit para Facilitar Financiamento de Insumos
Expansão Internacional e Mudança no Perfil de Consumo

A vinícola também celebrou um crescimento significativo nas exportações, com aumento de 176%, passando de 16.830 para 46.584 garrafas enviadas para países como Curaçao, Japão, México, Paraguai e Rússia.

Esse crescimento está alinhado com a mudança no comportamento do consumidor brasileiro, que passou a consumir espumantes ao longo do ano, e não mais apenas em datas comemorativas como o Natal e o Réveillon. A valorização dos espumantes nacionais também contribui para o fortalecimento do mercado interno, que atualmente representa cerca de 80% das vendas no Brasil. Além disso, há um aumento na procura por estilos diversificados, como espumantes rosés e versões premium, como os que possuem Denominação de Origem (D.O.) Altos de Pinto Bandeira.

Inovação e Investimentos para 2025

Atenta às novas tendências de consumo, a Vinícola Aurora segue investindo em inovação e desenvolvimento de novos produtos. Para 2025, estão previstas novas linhas e estratégias de distribuição para atender a um público cada vez mais exigente.

Reconhecimento e Premiações

A Aurora também é reconhecida como a vinícola mais premiada do Brasil, com cerca de 920 medalhas em concursos internacionais, chancelados pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Em 2024, a vinícola conquistou 46 medalhas, sendo 16 delas para espumantes, com o Aurora Brut Branco se destacando como o rótulo mais premiado. O Aurora Moscatel, o espumante mais vendido, mantém-se como o mais premiado da vinícola, com 119 medalhas em sua trajetória.

Leia Também:  Valor do etanol anidro registra alta após duas semanas de queda
Principais Números da Cooperativa Vinícola Aurora (2024)
  • 7,3 milhões de garrafas de espumantes vendidas entre janeiro e outubro.
  • Projeção de crescimento de 20% em volume e 10% em valor para 2024.
  • Moscatéis representam 60% das vendas de espumantes, seguidos de bruts (34%), demi-sec (5%) e extra brut (1%).
  • O rótulo Aurora Moscatel é responsável por 40% das vendas de moscatéis e 25% do total de espumantes.
  • Exportações para cinco países: Curaçao, Japão, México, Paraguai e Rússia.
  • 119 medalhas para o Aurora Moscatel, o espumante mais premiado da vinícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Conab reduz safra, aponta avanço do etanol e mercado prevê mais açúcar

Published

on

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 705,2 milhões de toneladas a estimativa da safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27. O volume é 3,9 milhões de toneladas inferior ao previsto em abril, mas ainda representa crescimento de 4,7% em relação ao ciclo passado.

O segundo levantamento, divulgado nesta quinta-feira (20.08), também reforçou a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima ao etanol. A produção brasileira de açúcar foi estimada em 42,89 milhões de toneladas, enquanto a fabricação total de etanol deverá alcançar o recorde de 41,88 bilhões de litros.

Os novos números mostram uma mudança em relação à primeira estimativa. Em abril, a Conab previa uma colheita de 709,1 milhões de toneladas de cana e uma produção de 43,95 milhões de toneladas de açúcar. A projeção para o adoçante, portanto, foi reduzida em 1,06 milhão de toneladas.

A área destinada à colheita deverá alcançar 9,1 milhões de hectares, expansão de 1,1%. A produtividade média foi calculada em 77,9 toneladas por hectare, aumento de 3,6% sobre a temporada anterior. Segundo a Conab, as condições climáticas registradas desde o início do ciclo favoreceram o desenvolvimento dos canaviais.

A produção de açúcar deverá cair 2,9% em relação à safra passada. Para a Conab, o mercado mais favorável ao etanol deverá levar as usinas a destinar uma parcela maior da cana à fabricação do biocombustível.

Essa avaliação difere das projeções apresentadas pela Hedgepoint Global Markets. A consultoria calcula que as usinas do Centro-Sul poderão elevar para 47,7% a parcela da cana destinada ao açúcar ainda na safra 2026/27, acima dos 47,3% previstos anteriormente. O chamado mix açucareiro indica quanto da matéria-prima processada é direcionado ao adoçante, em vez do etanol.

Leia Também:  Crescimento do Seguro Penhor Rural: Uma Garantia para a Saúde Financeira dos Produtores

A diferença não significa necessariamente que uma das estimativas esteja errada. A Conab calcula a produção de todo o Brasil, enquanto a Hedgepoint analisa principalmente o Centro-Sul e trabalha com cenários de mercado sujeitos a mudanças de preços, clima e decisões das usinas ao longo da moagem.

Para a safra 2027/28, a Hedgepoint estima que o Centro-Sul poderá processar 655 milhões de toneladas de cana, incluindo 5 milhões de toneladas que poderão permanecer nos campos ao fim do ciclo atual. Com um mix de 50% para o açúcar, a região produziria aproximadamente 43 milhões de toneladas do produto.

A consultoria avalia que o aumento da oferta brasileira será suficiente para compensar perdas em importantes países produtores. A previsão considera quedas de 20% na Tailândia, 15% no México e na Europa, 10% em Guatemala e El Salvador, 3% na Índia e 2% nos Estados Unidos.

Mesmo diante dessas reduções, a Hedgepoint projeta um superávit mundial de açúcar de 3 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. A estimativa contraria parte das consultorias privadas, que passou a prever déficit devido aos possíveis efeitos do El Niño sobre Índia, Tailândia, México e América Central.

Leia Também:  Dólar recua e volta a ser negociado abaixo dos R$ 6; Ibovespa registra leve queda

Em um cenário mais desfavorável, com o mix açucareiro do Centro-Sul limitado a 47,1%, a oferta brasileira seria reduzida em cerca de 500 mil toneladas. Se a Índia também importar 1 milhão de toneladas, o excedente mundial cairia pela metade, mas ainda alcançaria 1,5 milhão de toneladas.

No mercado de etanol, a Conab elevou a previsão total em 1,19 bilhão de litros frente ao levantamento de abril. A produção a partir da cana deverá alcançar 29,98 bilhões de litros, alta de 9,7%. Desse volume, 19,6 bilhões serão de etanol hidratado, vendido diretamente nos postos, e 10,38 bilhões de litros de anidro, misturado à gasolina.

O etanol de milho deverá atingir o recorde de 11,91 bilhões de litros, crescimento de 17%. O Centro-Oeste continua como principal região produtora, enquanto o Nordeste amplia sua participação com a instalação de novas unidades.

O Sudeste deverá colher 451,4 milhões de toneladas de cana, aumento de 5%, seguido pelo Centro-Oeste, com 157 milhões de toneladas e avanço de 4,6%. A produção foi estimada em 55,5 milhões de toneladas no Nordeste, 37,3 milhões no Sul e 4,1 milhões no Norte.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA