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Vendas da safra 2023 de café aceleram com melhora nos preços

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O último levantamento da Consultoria SAFRAS & Mercado apontou um comprometimento por parte do produtor de 64% do potencial da safra até o último dia 13 de novembro.

“O produtor apareceu um pouco mais, rompendo a inércia anterior. E a comercialização só não foi mais expressiva por conta da postura ainda comedida do comprador”, disse o analista Gil Barabach.

O percentual de café comercializado até 13 de novembro envolve, além da venda física disponível, também as operações de troca e as travas junto às tradings, bem como as rolagens de negociação da safra passada.

As vendas evoluíram 8 pontos percentuais ao longo do último mês. Mas, mesmo com o bom avanço, o fluxo de comercialização continua ligeiramente abaixo de igual período do ano passado, quando alcançava 65% da produção, e aquém da média de 5 anos, que gira em torno de 66% da safra.

As vendas do café arábica chegam a 60% da produção, ainda abaixo de igual período do ano passado quando 62% já havia sido negociado e da média de 5 anos (64%). “A maior safra de arábica colhida esse ano justifica essa performance. E a demanda mais curta e compassada colabora com comercialização mais lenta em relação a média dos últimos anos”, salientou o analista.

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Já a comercialização de café conilon está mais acelerada esse ano e alcança 72% da safra 2023, um salto de 10 pontos percentuais em relação ao mês anterior. E, com isso, as vendas atuais já superam os 66% vendidos em igual período do ano passado e dos 66% na média de 5 anos.

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atvos anuncia primeira usina de etanol de milho em Mato Grosso do Sul e acelera estratégia de transição energética

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A Atvos anunciou a implantação de sua primeira unidade dedicada à produção de etanol de milho, em um movimento estratégico que reforça sua atuação no setor de energia renovável e amplia sua contribuição para a segurança energética do país.

O projeto será desenvolvido na Unidade Santa Luzia, localizada em Mato Grosso do Sul, e prevê a integração entre o processamento de cana-de-açúcar e milho. A iniciativa permitirá operação contínua ao longo do ano, com ganho de eficiência produtiva, melhor aproveitamento de ativos industriais e aumento de competitividade.

Capacidade industrial e produção integrada

Com a nova estrutura, a unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A produção estimada inclui:

  • 273 mil metros cúbicos de etanol por ano
  • 183 mil toneladas de DDG (coproduto utilizado na nutrição animal)
  • 13 mil toneladas de óleo de milho

A estratégia também reforça a diversificação do portfólio da companhia, que passa a consolidar o milho como vetor complementar à cana-de-açúcar, além de integrar outras rotas tecnológicas como o biometano.

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Economia circular e uso eficiente de recursos

O projeto está inserido em um modelo de produção baseado na economia circular e no uso múltiplo da terra. A estrutura prevê o reaproveitamento de subprodutos, como o uso do bagaço da cana, para geração de energia utilizada no próprio processo produtivo do etanol de milho.

Esse modelo contribui para maior eficiência energética e redução de desperdícios, além de fortalecer o conceito de produção integrada entre energia e alimentos.

Impacto econômico e geração de empregos

Durante a fase de implantação, o empreendimento deve gerar aproximadamente 2.000 empregos, impulsionando a economia local e fortalecendo o desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul.

O estado, segundo a companhia, se consolida como um dos principais polos estratégicos para projetos ligados à transição energética, apoiado por políticas de incentivo à bioenergia.

Transição energética e visão de longo prazo

De acordo com o CEO da Atvos, Bruno Serapião, o investimento está alinhado à estratégia de crescimento sustentável da empresa e à ampliação da oferta de biocombustíveis em escala global.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis”, afirma o executivo.

Ele destaca ainda que a solidez operacional e financeira da companhia permite avançar em projetos estruturantes mesmo em cenários globais desafiadores.

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Etanol e descarbonização do transporte

O etanol segue como uma das principais soluções tecnológicas para a mobilidade sustentável, com produção escalável e menor intensidade de carbono. O combustível é apontado como alternativa relevante para a descarbonização de setores como transporte marítimo e aviação.

Com a entrada no etanol de milho, a Atvos reforça sua posição no avanço da transição energética brasileira, combinando diversificação de matérias-primas, ganho de escala e eficiência operacional para ampliar a oferta de energia renovável no Brasil e no mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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