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Panorama do setor de proteínas animais no 3º trimestre de 2023: destaques do Radar Agro do Itaú BBA

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O Radar Agro, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, trouxe informações cruciais sobre o desempenho do setor de proteínas animais durante o terceiro trimestre de 2023. A análise abrange a pecuária de corte, avicultura, suinocultura, produção de ovos e o setor leiteiro.

Pecuária de Corte: Expansão Sustentada com Aumento de 12,2% nos Abates

No segmento de pecuária de corte, os dados do IBGE revelam que o total de gado abatido no 3º trimestre de 2023 atingiu 8,9 milhões de cabeças, registrando um crescimento de 12,2% em comparação com o mesmo período de 2022. Esse aumento segue a tendência observada nos trimestres anteriores, impulsionando a oferta. O ano até setembro viu um crescimento acumulado de 10,9% nos abates, enquanto a produção de carne bovina aumentou 8,9%, moderada pela redução de 1,8% no peso médio das carcaças.

Avicultura: Desaceleração no Terceiro Trimestre, mas Perspectiva Positiva para o Consumo Per Capita

Na avicultura de corte, o terceiro trimestre mostrou uma desaceleração no ritmo de atividade, com um aumento de 3,6% na produção de carne de frango em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entretanto, as exportações mantiveram um desempenho positivo, e a estimativa é de que o consumo per capita alcance 39,6 kg/hab.ano, representando quase 6% de aumento em relação ao ano anterior.

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Suinocultura: Produção em Ascensão, Forte Desempenho nas Exportações

Na suinocultura, a produção de carne expandiu-se em 2,5% no 3º trimestre de 2023, impulsionada pelo aumento de 1,9% no peso médio das carcaças, relacionado à redução dos custos de ração. Apesar do crescimento modesto de 0,5% nas cabeças abatidas, as exportações de carne suína foram robustas, com um aumento de 9,5% até novembro. O consumo interno deve manter-se estável ou registrar pequeno crescimento, configurando um ano excelente para o setor.

Ovos: Crescimento Moderado na Produção, Preços em Alta por Quinto Ano Consecutivo

Na avicultura de postura, a produção de ovos aumentou 2,3% no 3º trimestre de 2023, com destaque para o crescimento de 3,6% na produção de ovos para consumo. A produção total de ovos acumulada até o terceiro trimestre expandiu-se em 3,0%. Apesar da redução no spread da postura no segundo semestre, os preços do ovo devem fechar 2023 com um aumento de 10% em termos reais, consolidando o quinto ano consecutivo de alta.

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Leite: Desafios de Captação no Terceiro Trimestre com Pressão nas Margens dos Produtores

No setor leiteiro, a captação desacelerou para 1,3% no 3º trimestre de 2023, influenciada pela contínua queda nos preços aos produtores e desafios climáticos. O aumento das importações e condições climáticas adversas contribuíram para a menor oferta de leite, impactando as margens dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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