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Venda de defensivos agrícolas no Centro-Oeste do Paraná pode superar R$ 950 milhões nas próximas safras

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O Centro-Oeste do Paraná revela um grande potencial para o mercado de defensivos agrícolas, principalmente para as safras de verão 2025/26 e safrinha 2026/26. Levantamento da EEmovel Agro indica que, até o momento, entre 30% e 35% dos defensivos destinados à safra de verão já foram vendidos, enquanto para a safrinha, a comercialização alcança apenas de 5% a 10%. Historicamente, essa média costuma ultrapassar 80% para o período.

Dimensão da região e potencial financeiro

Com 153.215 propriedades e 361.550 produtores, a região conta com uma área plantada temporária de 3,1 milhões de hectares. Apenas para a cultura da soja, o potencial financeiro ligado à venda de defensivos ultrapassa R$ 953 milhões. Apesar disso, aproximadamente 2 milhões de hectares ainda não realizaram compras de defensivos para a safra de verão que está prestes a começar.

Demanda expressiva ainda não atendida

Luiz Almeida, diretor de operações agro da EEmovel Agro, destaca a expressiva demanda que permanece no mercado:

“Considerando o centro ocidental, noroeste e oeste do Paraná, cerca de 70% da região ainda não adquiriu defensivos agrícolas para a safra que se inicia nos próximos dias.”

Segundo ele, a insegurança dos produtores está ligada ao aumento dos custos de produção, influenciado por conflitos globais, valorização do dólar e redução na oferta mundial de insumos. Esses fatores têm levado muitos agricultores a aguardar por condições de preços mais favoráveis.

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Papel da EEmovel Agro no mercado

A EEmovel Agro realiza análises integradas e detalhadas das propriedades agrícolas em todo o Brasil. Com esse mapeamento estratégico, a empresa oferece às indústrias de insumos e distribuidores uma base robusta para identificar oportunidades de negócio e otimizar a comercialização de defensivos e fertilizantes para as próximas safras.

O cenário no Centro-Oeste do Paraná mostra que, apesar dos desafios, o mercado de defensivos agrícolas ainda tem grande espaço para crescimento, refletindo a importância da região para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Farelo e óleo de soja: demanda global sustenta mercado, mas excesso de oferta pressiona preços no segundo semestre

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O mercado de farelo e óleo de soja atravessa um momento de contrastes em 2026. Enquanto o óleo segue sustentado pela crescente demanda do setor energético e dos programas globais de biocombustíveis, o farelo enfrenta um ambiente mais desafiador, marcado pelo aumento da produção mundial e pela ampliação da concorrência internacional.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que analisa as perspectivas para o complexo soja diante do avanço do esmagamento global e do crescimento da oferta dos principais países produtores.

Óleo de soja lidera valorização impulsionado por biocombustíveis

O óleo de soja foi o principal destaque do complexo soja ao longo de maio. As cotações internacionais avançaram fortemente em Chicago, impulsionadas pela valorização do petróleo e pela expectativa de ampliação dos mandatos de biodiesel em importantes mercados consumidores.

Entre os fatores que sustentaram o movimento estão a adoção da mistura B50 na Indonésia e as discussões sobre a implementação do B15 na Malásia, iniciativas que reforçam a demanda estrutural pelo derivado.

Mesmo com a correção observada no fim do mês, após a queda do petróleo diante das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, o óleo encerrou maio com valorização média de 8,3%, consolidando-se como o produto de melhor desempenho dentro do complexo soja.

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Farelo encontra resistência diante da ampla oferta global

Em sentido oposto, o farelo de soja apresentou desempenho mais moderado. Apesar de registrar leve valorização no mercado internacional, o produto continua enfrentando pressão decorrente do aumento da oferta mundial.

A expansão do esmagamento na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina, ampliou significativamente a disponibilidade do insumo para alimentação animal, limitando ganhos mais expressivos nos preços.

No mercado brasileiro, a situação foi ainda mais evidente. Em Mato Grosso, principal polo de processamento do país, os preços recuaram diante da combinação entre oferta abundante e valorização do real frente ao dólar.

Exportações seguem em ritmo acelerado

Apesar da pressão sobre os preços, o comércio exterior continua sendo um importante suporte para o setor.

As exportações brasileiras de farelo de soja cresceram 4,6% no acumulado de 2026 até maio, enquanto os embarques de óleo registraram expansão expressiva de 40,9% no mesmo período.

O desempenho reflete a combinação entre maior processamento doméstico, disponibilidade de produto e demanda internacional consistente, especialmente de compradores da Ásia e da Europa.

Segundo o Itaú BBA, o mercado internacional continua absorvendo volumes relevantes, contribuindo para o escoamento da produção brasileira.

Segundo semestre deve ter mais oferta e preços menores

As projeções para a safra 2026/27 indicam continuidade da expansão da produção global de derivados de soja.

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O aumento do esmagamento nos Estados Unidos, Brasil e Argentina deverá elevar ainda mais a oferta de farelo, criando um ambiente de maior competição entre exportadores e pressionando os preços internacionais.

A expectativa é que a Argentina, tradicional líder mundial nas exportações de farelo, amplie gradualmente seus embarques nos próximos meses, aumentando a concorrência direta com o produto brasileiro e reduzindo os prêmios de exportação.

Já para o óleo de soja, o cenário permanece relativamente mais favorável. O crescimento da demanda por biocombustíveis continua oferecendo suporte estrutural ao mercado, embora a volatilidade dos preços do petróleo siga sendo um fator relevante para as cotações.

Mercado acompanha equilíbrio entre energia e alimentos

O relatório destaca que o comportamento do complexo soja nos próximos meses dependerá do equilíbrio entre a crescente demanda energética e o aumento da oferta agrícola global.

Enquanto o óleo tende a permanecer sustentado pelos programas de transição energética e expansão do biodiesel, o farelo deverá enfrentar um ambiente mais competitivo, exigindo atenção dos produtores e indústrias quanto às estratégias de comercialização.

Com produção recorde prevista para os principais países exportadores e estoques globais confortáveis, a tendência para o segundo semestre é de um mercado abastecido, com preços mais pressionados, especialmente para o farelo de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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