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Brasil amplia oportunidades de exportação de carnes bovinas e de aves para Rússia

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anuncia a recente habilitação de mais cinco plantas para exportação de carnes bovinas e de aves para a Rússia. A decisão foi comunicada pelo Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Federação da Rússia (Rosselkhoznadzor) e é resultado de uma rigorosa auditoria realizada no Brasil, a primeira está em andamento desde 2015 e foi concluída em dezembro de 2023.

Durante a inspeção, a delegação russa visitou unidades de produção em seis estados brasileiros, além do Distrito Federal, e também realizou reuniões técnicas com representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), ambas do Mapa. Além de frigoríficos, foram vistoriados estabelecimentos de criação de bovinos e aves, e laboratórios oficiais, apresentando os controles sanitários de uma ponta a outra da cadeia produtiva.

Ainda, ampliando assim as oportunidades de exportação para o mercado russo, a auditoria resultou no levantamento de restrições temporárias que pesavam sobre o fornecimento de produtos de origem animal de determinadas unidades de produção nacionais.

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A nova habilitação inclui a expansão das atividades de produção de algumas unidades, incluindo o abate e desossa de aves, produção de subprodutos e gorduras avícolas, e produção de farinha de origem animal. Adicionalmente, unidades que já possuíam licenças para exportação de carne bovina tiveram suas capacidades ampliadas, fortalecendo a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de carnes e produtos de origem animal para a Rússia.

“A reafirmação desta parceria entre Brasil e Rússia não apenas fortalece a relação de confiança mútua entre as autoridades sanitárias de ambos os países, mas também destaca a qualidade inigualável dos produtos brasileiros no cenário internacional. O Ministério da Agricultura se compromete a continuar trabalhando para assegurar e expandir o acesso dos produtos brasileiros aos mercados globais, garantindo o cumprimento dos mais altos padrões de qualidade e segurança alimentar”, afirma Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Em 2023, as exportações de carne bovina e de aves do Brasil para a Rússia alcançaram o valor de US$ 306 milhões, o que corresponde a 24% do total das exportações brasileiras para esse mercado.

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Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

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Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

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Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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