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Variações nos contratos futuros do açúcar: Recuperação tímida em lotes de maior liquidez

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Os contratos futuros do açúcar encerraram de maneira diversificada nesta terça-feira (12) nos mercados internacionais, com uma leve recuperação nos lotes de maior liquidez e desvalorização nos contratos de longo prazo, tanto na ICE de Nova York (açúcar bruto) como na de Londres (açúcar branco).

Na ICE Futures de Nova York, o lote março/24 subiu 12 pontos, cotado a 22,59 centavos de dólar por libra-peso, enquanto as telas de maio e julho de 2024 registraram altas de 9 e 2 pontos, negociadas a 21,74 cts/lb e 21,19 cts/lb, respectivamente. Por outro lado, os demais contratos apresentaram quedas entre 2 e 19 pontos, com a maior baixa no contrato outubro/25.

Em Londres, na ICE Futures Europe, houve uma tendência de alta nas três primeiras telas do açúcar branco. O vencimento março/24 foi cotado a US$ 639,70 a tonelada, com uma valorização de 2 dólares em comparação com o dia anterior. Os contratos maio e agosto/24 também subiram, registrando altas de 2,20 e 40 cents de dólar, respectivamente, e sendo negociados a US$ 621,20 e US$ 605 a tonelada. No entanto, os demais contratos apresentaram quedas entre 60 cents de dólar e 3 dólares.

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No mercado doméstico, as cotações do açúcar cristal registraram, pelo quinto dia consecutivo, uma baixa pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 154,00, representando uma desvalorização de 0,46% em relação à segunda-feira. No acumulado de dezembro, o indicador apresenta uma desvalorização de 0,64%.

Já o etanol hidratado fechou em baixa pelo 11º dia consecutivo pelo Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado ontem pelas usinas a R$ 2.023,50 o m³, contra R$ 2.043,50 o m³ no dia anterior, registrando uma desvalorização de 0,98%. No acumulado de dezembro, o indicador já apresenta um recuo de 5,24%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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