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Receita Federal Contraria o STJ: Empresas Enfrentarão Maior Carga Tributária?

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A recente decisão da Receita Federal, que determina a inclusão do ICMS-ST (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços sob Substituição Tributária) na base de cálculo do PIS e da Cofins, gerou controvérsias e preocupações entre contribuintes e especialistas tributários. A medida vai de encontro ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, no julgamento do Tema 1125, concluiu que o ICMS-ST não deve integrar o cálculo dessas contribuições, pois não constitui receita ou faturamento das empresas.

A posição do STJ está alinhada à chamada “tese do século” do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a exclusão do ICMS da base do PIS e da Cofins, com o argumento de que se trata de um valor transitório, não pertencente às empresas. Essa característica permanece mesmo quando o imposto é recolhido antecipadamente pelo regime de substituição tributária (ICMS-ST).

Impacto Setorial e Repercussões Econômicas

Especialistas destacam que a decisão da Receita Federal pode afetar de forma significativa setores como comércio atacadista, varejo, construção civil, indústria automotiva e alimentos. Eduardo Brusasco Neto, advogado tributarista, alerta que o aumento da carga tributária para as empresas substituídas pode gerar um impacto negativo considerável. Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em direito tributário, aponta que o regime de substituição tributária amplia os custos operacionais e reduz as margens de lucro.

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“Esses segmentos já enfrentam pressões financeiras decorrentes da aplicação ampla da substituição tributária. Essa decisão agrava o cenário, elevando custos cumulativos e dificultando o repasse de valores aos consumidores finais, sobretudo em períodos de instabilidade econômica”, explica Censoni.

Recomendações para os Contribuintes

Diante desse cenário, tributaristas recomendam que empresas busquem respaldo jurídico para garantir a aplicação do entendimento do STJ em seus casos específicos. Além disso, ações para compensar valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos podem ser uma alternativa para mitigar prejuízos.

“É essencial que os contribuintes ingressem com ações judiciais para assegurar seus direitos. Isso pode incluir a exclusão do ICMS-ST da base de cálculo do PIS e da Cofins e a compensação de valores indevidamente recolhidos”, orienta Brusasco.

Outra recomendação é revisar o planejamento tributário e implementar auditorias internas para identificar possíveis inconsistências e evitar surpresas financeiras. A busca por uma solução judicial não apenas protege o fluxo de caixa das empresas, mas também reforça a segurança jurídica diante de mudanças interpretativas por parte do Fisco.

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A decisão da Receita Federal adiciona um novo capítulo à discussão sobre a tributação no Brasil, destacando a necessidade de clareza e alinhamento entre os órgãos responsáveis e os tribunais superiores, em prol de um ambiente tributário mais previsível e equitativo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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