AGRONEGÓCIO

Variações em Chicago e Dólar Influenciam Mercado Brasileiro de Soja

Publicado em

A dinâmica do mercado brasileiro de soja encontra-se sob influência das recentes quedas em Chicago e do dólar, prevendo-se um dia de pressão nas cotações e uma redução nas transações. A oscilação dos prêmios adiciona pressão, mantendo os produtores cautelosos, enquanto as atenções se voltam para a colheita e os resultados iniciais.

Cenário Atual e Variação de Preços

Na última quinta-feira, o mercado enfrentou uma movimentação restrita, com poucos lotes negociados. Analistas da SAFRAS & Mercado destacam os esforços dos compradores para aumentar as aquisições, contrastados pela resistência dos vendedores, resultando em transações mínimas. Com a queda acentuada em Chicago e o dólar em território negativo, os preços internos acompanharam a tendência baixista.

Em regiões como Passo Fundo (RS), Porto de Rio Grande, Cascavel (PR), Rondonópolis (MT), Dourados (MS), e Rio Verde (GO), os preços registraram recuos significativos. A situação destaca-se, por exemplo, na redução de R$ 125,00 para R$ 124,00 por saca em Passo Fundo e de R$ 129,00 para R$ 127,00 no Porto de Rio Grande.

Leia Também:  Mulheres Transformam o Agronegócio Brasileiro Através da Tecnologia e Liderança
Contexto Internacional de Chicago e Prêmios

Os contratos em Chicago, com vencimento em março, apresentam uma baixa de 0,28%, cotados a US$ 12,19 1/2 por bushel. Esse declínio reflete as perspectivas de ampla oferta na América do Sul e a desaceleração da demanda pelos grãos dos Estados Unidos. A revisão para cima nas safras de soja e milho da Argentina contribui para a pressão nas cotações.

Quanto aos prêmios de exportação, observa-se uma tendência negativa nos portos brasileiros, influenciada pela queda em Chicago e pela entrada da safra brasileira. Os prêmios para fevereiro apresentam valores entre -115 e -100 centavos de dólar sobre Chicago, refletindo a pressão sobre as exportações de soja.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial opera com uma leve baixa de 0,16%, alcançando R$ 4,9154. Essa movimentação contribui para o cenário internacional, enquanto as principais bolsas asiáticas fecham mistas e as europeias operam em alta. O petróleo, por sua vez, registra cotações mais baixas, com o WTI para março recuando 0,98% a US$ 76,60 o barril.

Leia Também:  Perspectivas para a soja: estabilidade em Chicago na expectativa de novidades para a semana

O contexto internacional, aliado aos elementos domésticos, molda o cenário para os negócios no mercado brasileiro de soja, marcando um dia de acompanhamento atento por parte dos produtores e demais agentes do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Ciclone, calor de 40°C e ar polar impõem desafios diferentes ao campo

Published

on

A formação de um ciclone extratropical no Sul, o calor próximo de 40°C no Centro-Oeste e a chegada de ar polar até a Amazônia mostram os contrastes climáticos que o produtor rural enfrentará nos próximos dias. Enquanto o tempo seco favorece a reta final da colheita do milho segunda safra, temporais, ventos fortes, baixa umidade e risco de geada exigem atenção em diferentes regiões do País.

O ciclone começa a se organizar nesta quinta-feira (20), entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, e deverá provocar chuva forte, granizo e rajadas de vento nos três estados do Sul. Na sexta-feira (21), o sistema ganha força sobre o oceano e se afasta da costa, mas deixa uma frente fria que avançará pelo Centro-Sul.

No Rio Grande do Sul, os temporais podem atingir todas as regiões. Os acumulados devem variar entre 10 e 50 milímetros na maior parte do estado, mas podem chegar a 80 milímetros no Oeste, na Campanha e no Sul. O risco é maior nas áreas onde rios e arroios já receberam volumes elevados de chuva.

As rajadas podem variar de 70 km/h a 90 km/h em pontos do Sul, especialmente entre as serras gaúcha e catarinense. Para o produtor, os principais riscos são o acamamento de lavouras, a queda de estruturas, danos a silos e galpões, interrupções no fornecimento de energia e dificuldade para a movimentação de máquinas.

A chuva também alcança Santa Catarina e Paraná, inicialmente pelas regiões oeste e sul. O excesso de umidade pode interromper colheitas, impedir a entrada de equipamentos e ampliar a pressão de doenças em cultivos de inverno.

Leia Também:  Frigorífico Santa Lúcia entra em Recuperação Judicial após prejuízos com tempestade e mantém operação em Araguari

Depois dos temporais, a entrada de ar polar deverá provocar forte queda das temperaturas. Há possibilidade de geada no sul do Rio Grande do Sul e do Paraná e de temperaturas negativas em áreas de Santa Catarina durante o fim de semana. Lavouras sensíveis, hortaliças, fruticultura e animais jovens ou debilitados exigem acompanhamento mais próximo.

O frio avançará pelo interior do continente e atingirá Mato Grosso do Sul, São Paulo e partes de Mato Grosso. A massa de ar polar também deverá alcançar Acre e Rondônia, provocando friagem no sudoeste da Região Norte. A mudança brusca de temperatura pode elevar o desconforto dos rebanhos e exige cuidado com alimentação, abrigo e disponibilidade de água.

Ao mesmo tempo, grande parte do Centro-Oeste continuará sob calor intenso e baixa umidade. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê máximas entre 34°C e 38°C, com possibilidade de temperaturas superiores a 40°C em áreas de Mato Grosso e do norte de Mato Grosso do Sul.

A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 20% em partes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. A combinação de calor, vegetação seca e vento aumenta o risco de incêndios em lavouras, pastagens, reservas, palhadas e áreas próximas a armazéns.

O tempo firme, por outro lado, favorece a conclusão da colheita do milho segunda safra. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 84,7% da área nacional já foi colhida. Em Mato Grosso, os trabalhos estão praticamente encerrados, com produtividades superiores às estimativas iniciais.

Leia Também:  Vinícola Aurora Registra Crescimento de 20% nas Vendas de Espumantes e Consolida Liderança no Mercado

Em Goiás, a colheita avança principalmente nas regiões norte e leste. Mato Grosso do Sul deverá retomar o ritmo das operações depois das chuvas que limitaram a entrada das máquinas em parte do estado. A redução da umidade dos grãos no campo também pode diminuir a necessidade de secagem artificial e os riscos de deterioração durante o armazenamento.

O cenário é menos favorável para talhões tardios ainda em enchimento de grãos. A falta de água no solo, associada ao calor e à baixa umidade, eleva a perda de água pelas plantas e pode reduzir o peso final dos grãos.

Na pecuária, o período seco limita a rebrota das pastagens, reduz a oferta de forragem e piora a qualidade nutricional do pasto. O produtor pode precisar reforçar a suplementação, ajustar a lotação e garantir água em quantidade e qualidade adequadas. O calor também aumenta o risco de estresse térmico, principalmente em rebanhos mantidos em sistemas extensivos sem áreas suficientes de sombra.

No interior do Nordeste, o calor e a baixa umidade continuam predominando, enquanto as chuvas permanecem concentradas no litoral. No Norte, além da friagem no Acre e em Rondônia, há previsão de pancadas isoladas no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Tocantins e o sul paraense continuam sob tempo predominantemente seco e elevado risco de propagação do fogo.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA