AGRONEGÓCIO

Valtra Comemora 65 Anos de Inovação e Liderança no Agronegócio Brasileiro

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Em 2024, a Valtra celebra 65 anos de presença no Brasil, consolidando sua trajetória como uma das maiores impulsionadoras da modernização do agronegócio nacional. Desde sua chegada ao país, em 1960, a empresa desempenhou papel fundamental no avanço da mecanização agrícola e no aumento da produtividade, tornando-se uma parceira estratégica dos produtores brasileiros.

A história da Valtra remonta a 1951, quando a então Valmet iniciou a produção em série de tratores na Finlândia, como resposta à necessidade de modernização do país. O modelo Valmet 15, com 15 cavalos de potência, foi o primeiro a ser produzido, projetado para substituir os cavalos nas pequenas fazendas. A empresa rapidamente se destacou pela qualidade e inovação, contribuindo para o processo de mecanização da agricultura finlandesa.

No Brasil, a Valtra foi pioneira ao introduzir soluções adaptadas às necessidades locais. A primeira grande inovação no mercado brasileiro foi o lançamento do trator estreito, projetado especialmente para a produção de café, que na época enfrentava desafios como a limitação de espaço entre as fileiras de plantas. Esse desenvolvimento reflete o compromisso da Valtra em ouvir as demandas do mercado e criar soluções personalizadas, uma característica que a consolidou como uma das principais responsáveis pela mecanização da agricultura no Brasil.

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Na década de 1970, em meio à crise de combustíveis, a Valtra se destacou ao lançar tratores capazes de operar com motores a diesel e etanol, antecipando a política nacional de biocombustíveis. Esta inovação não só ajudou a mitigar os efeitos da crise, mas também consolidou a Valtra como líder em soluções sustentáveis no setor agrícola.

Nos anos 1990, a marca deu mais um passo significativo ao introduzir tratores com cabines e ar condicionado, elevando o conforto e a produtividade dos operadores, especialmente considerando as altas temperaturas do clima tropical brasileiro. Além disso, foi a primeira a lançar tratores com tração 4×4 no mercado nacional. Mais recentemente, a empresa apresentou a Série T CVT, o primeiro trator com transmissão continuamente variável (CVT) fabricado no Brasil, reforçando sua posição de liderança tecnológica.

Atualmente, a Valtra oferece uma linha diversificada de produtos, incluindo tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, como a Momentum, um projeto global desenvolvido inteiramente no Brasil. Essa diversidade de soluções reflete o compromisso da empresa em atender às necessidades específicas das diversas culturas agrícolas do país, de grãos e cana-de-açúcar a café e frutas cítricas.

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A Valtra também se destaca no setor de cana-de-açúcar, oferecendo tratores de alta potência e eficiência energética, contribuindo para a produtividade do setor e a redução do impacto ambiental. A marca continua a ser uma parceira fundamental para o agronegócio brasileiro, consolidando-se como referência em inovação, sustentabilidade e qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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