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Sindiadubos Realiza a 18ª Edição do Simpósio NPK

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Na última quinta-feira, 24 de outubro, o Sindiadubos do Paraná promoveu a 18ª edição do Simpósio NPK, que contou com a participação de aproximadamente mil profissionais do setor de fertilizantes. O evento ocorreu na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e apresentou uma série de palestras e discussões sobre as perspectivas do segmento.

Nesta edição, o simpósio abordou temas relevantes, como os impactos da reforma tributária no agronegócio brasileiro e as previsões para o setor de fertilizantes em contextos nacional e global. O Deputado Federal Tião Medeiros, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, destacou que a reforma em tramitação no Congresso trará significativas vantagens para o agronegócio, incluindo a simplificação do sistema tributário e a formalização de setores que atualmente operam à margem da lei. Medeiros ressaltou que a proposta visa substituir cerca de 27 mil legislações tributárias em vigor no país por três impostos únicos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o PIS, a Cofins e o IPI; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unificará o ICMS e o ISS; e o Imposto Seletivo (IS). A intenção é evitar as distorções presentes no atual regime tributário.

Durante o evento, o Deputado Federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, também enfatizou a importância da reforma para o setor agrícola. Ele destacou os avanços obtidos pela Bancada Ruralista em Brasília, incluindo a exclusão dos insumos agropecuários, como os fertilizantes, do Imposto Seletivo, o que pode resultar em uma redução de 60% dos tributos para esses itens, desde que estejam registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP).

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Na palestra sobre Inovação e Mercados no Agronegócio, o consultor em agronegócio e professor da USP e FGVP, Dr. Marcos Fava Neves, conhecido como Doutor Agro, afirmou que o Brasil está consolidando sua posição como fornecedor sustentável de alimentos. Ele observou que, embora os produtores tenham enfrentado desafios significativos nos últimos anos, incluindo flutuações bruscas de preços devido a fatores como a pandemia, guerras e problemas climáticos, a previsão de mercado é positiva.

Edson José de Vasconcelos, presidente da FIEP, enfatizou a relevância do estado no agronegócio, tanto no cenário nacional quanto internacional, destacando que quase 40% da produção industrial do Paraná provém da agroindústria. Ele mencionou o empenho da FIEP em entender as necessidades dos produtores, incluindo questões de infraestrutura, energia, desburocratização, mão de obra qualificada e inovações tecnológicas para estabelecer uma política industrial robusta.

Aluísio Teixeira, presidente do Sindiadubos, destacou que o simpósio deste ano superou recordes em número de inscrições e patrocínios, consolidando-se como um dos maiores eventos do setor no Brasil. Ele também mencionou que a entrega de fertilizantes alcançou 46 milhões de toneladas, com previsão de atingir 50 milhões em breve.

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O evento contou ainda com a presença de autoridades do setor, como o presidente do Conselho da ANDA, Eduardo de Souza Monteiro; o diretor executivo da ANDA, Ricardo Tortorella; e o diretor executivo da AMA Brasil, Antonino Gomes. O simpósio reuniu uma ampla gama de participantes, incluindo importadores, fabricantes, distribuidores de fertilizantes, produtores de aditivos e fornecedores de insumos.

Neste ano, entre os patrocinadores do simpósio estiveram: Amart Services, Copadubo Transportes e Logística, Grupo FTS PAR, Harbor Operadora Portuária, Master Operações Portuárias, NAQ Global Química Fertilizantes, Nutrimilho Alimentos, OCP Fertilizantes, Packem Têxtil, Rocha Terminais Portuários e Logística, SET PORT Logística, UNI-Z Operações Portuárias, Wilhelmsen Port Services, e Wilson Sons Shipping Services.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Resseguro se torna peça estratégica para proteger o agro diante dos riscos climáticos e da pressão sobre o crédito rural

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O aumento dos eventos climáticos extremos está transformando a gestão de riscos em uma das principais preocupações do agronegócio brasileiro. Secas prolongadas, chuvas excessivas, ondas de calor, granizo e outras ocorrências climáticas severas vêm impactando diretamente a produtividade no campo, pressionando o acesso ao crédito e elevando os desafios financeiros de produtores rurais em todo o país.

Nesse contexto, o seguro rural se consolidou como uma ferramenta essencial para proteger a atividade agropecuária. No entanto, por trás desse mecanismo existe uma estrutura fundamental para garantir sua viabilidade: o resseguro.

Responsável por compartilhar e diluir riscos de grande escala, o resseguro tem assumido papel cada vez mais estratégico para a sustentabilidade do sistema de seguros agrícolas no Brasil. Sua atuação permite que seguradoras mantenham capacidade financeira para indenizar produtores mesmo diante de perdas expressivas provocadas por eventos climáticos de grande magnitude.

Resseguro garante estabilidade ao mercado de seguros rurais

Na prática, o resseguro funciona como uma proteção para as próprias seguradoras. Ao absorver parte dos riscos assumidos pelas companhias de seguros, o mecanismo fortalece a capacidade de pagamento de indenizações e reduz impactos financeiros causados por sinistros concentrados em determinadas regiões ou culturas.

Esse suporte é considerado fundamental para assegurar a continuidade das operações do mercado segurador, especialmente em um cenário de crescente instabilidade climática.

Além de beneficiar diretamente os produtores rurais, o sistema contribui para a estabilidade de toda a cadeia de financiamento do agronegócio, reduzindo incertezas para instituições financeiras, investidores e demais agentes envolvidos no setor.

Avanço do crédito privado aumenta demanda por mecanismos de proteção

A importância do resseguro também cresce à medida que o crédito privado amplia sua participação no financiamento da produção agropecuária brasileira.

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Com a redução proporcional dos recursos subsidiados e a expansão de instrumentos privados de financiamento, aumenta a necessidade de mecanismos capazes de mitigar riscos e oferecer maior previsibilidade aos investidores.

Nesse ambiente, o seguro rural passou a ser visto como uma importante ferramenta de proteção patrimonial, enquanto o resseguro atua como o principal suporte financeiro que garante a existência dessas coberturas em larga escala.

Segundo Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a complexidade dos riscos enfrentados atualmente pelo setor exige estruturas cada vez mais robustas de proteção.

“O agronegócio brasileiro opera hoje em um ambiente de risco muito mais complexo do que há alguns anos. Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a impactar diretamente produtividade, crédito e previsibilidade financeira no campo. Nesse contexto, o resseguro tem um papel estratégico porque é ele que garante capacidade ao sistema segurador para absorver perdas de grande escala e manter o seguro rural funcionando”, destaca.

Perdas climáticas superam R$ 110 bilhões por ano no Brasil

Os números evidenciam a dimensão do desafio. Levantamento do Centro Internacional Celso Furtado (CICEF) aponta que secas e chuvas extremas geram prejuízos econômicos estimados em aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Ao mesmo tempo, a cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) segue limitada. Em 2025, a área atendida pelo programa representou pouco mais de 3% da área agrícola nacional, reforçando a necessidade de ampliar instrumentos privados de proteção e fortalecer a participação do resseguro no setor.

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Gestão de riscos passa a ser estratégica para o agronegócio

Especialistas alertam que os impactos das quebras de safra vão muito além das propriedades rurais. Perdas significativas afetam a renda dos produtores, comprometem a capacidade de pagamento, elevam a necessidade de renegociação de dívidas e influenciam diretamente os preços dos alimentos, as exportações e a arrecadação pública.

Diante desse cenário, a gestão de riscos deixou de ser apenas uma questão operacional para se tornar um fator estratégico para a estabilidade econômica do agronegócio brasileiro.

A crescente exposição climática também vem impulsionando mudanças na atuação de seguradoras e resseguradoras. Empresas do setor têm investido em modelos mais sofisticados de análise atuarial, monitoramento climático, inteligência territorial e uso de tecnologias para aprimorar a avaliação de riscos e a precificação das apólices.

Competitividade global depende de sistemas de proteção eficientes

A discussão ganha ainda mais relevância em um momento de crescente preocupação mundial com segurança alimentar e mudanças climáticas.

Como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia, o Brasil depende de mecanismos capazes de garantir previsibilidade e estabilidade à produção agropecuária. Nesse contexto, o fortalecimento do seguro rural e do resseguro passa a ser também uma questão de competitividade internacional.

Mais do que uma ferramenta técnica do mercado segurador, o resseguro vem se consolidando como um dos pilares que sustentam a resiliência do agronegócio brasileiro. Em um ambiente marcado por maior volatilidade climática, pressão sobre custos e desafios de financiamento, sua atuação se torna cada vez mais decisiva para garantir a continuidade da produção e a segurança econômica do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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