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Valorização do Boi Gordo: Preços se Aproximam de R$ 300,00 em São Paulo

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O mercado de boi gordo experimentou uma significativa valorização nos preços da arroba nesta última semana, impulsionada pelas dificuldades enfrentadas pelos frigoríficos em ampliar suas escalas de abate, resultado da escassez de oferta observada. Conforme informações do analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, negociações chegaram a ser concretizadas por até R$ 300,00 no mercado paulista, refletindo uma demanda robusta, especialmente no setor de exportação. O Brasil está a caminho de atingir um novo recorde de embarques de carne bovina neste ano.

Atualmente, as escalas de abate em todo o país estão em torno de 7 dias úteis; no entanto, em estados como São Paulo, essa média não ultrapassa 5 dias úteis.

Em 3 de outubro, os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país eram os seguintes:

  • São Paulo (Capital): R$ 295,00 a arroba, alta de 7,27% em relação aos R$ 275,00 registrados na semana anterior.
  • Goiás (Goiânia): R$ 270,00 a arroba, avanço de 3,85% em comparação aos R$ 260,00 da semana passada.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 285,00 a arroba, aumento de 5,56% em relação aos R$ 270,00 observados na semana anterior.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 270,00 a arroba, valorização de 8,00% frente aos R$ 250,00 praticados no final do mês passado.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 285,00 a arroba, 3,64% acima dos R$ 275,00 registrados na última semana.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265,00 a arroba, aumento de 8,16% em relação aos R$ 245,00 da semana anterior.
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No mercado atacadista, Iglesias ressalta que os preços se mantiveram firmes ao longo da semana, e as perspectivas apontam para novas altas em breve, especialmente com a injeção de salários na economia, o que deverá motivar a reposição ao longo da cadeia produtiva.

Além disso, em um cenário de forte alta nos preços da carne bovina, a expectativa é de que as proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango, ganhem competitividade. O quarto do traseiro, por exemplo, avançou 10,26% na semana, passando de R$ 19,50 o quilo para R$ 21,50. O quarto do dianteiro também registrou aumento de 8,91%, subindo de R$ 15,15 para R$ 16,50.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura recorre de decisão que suspendeu decreto sobre loteamentos em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) com o objetivo de reverter a decisão liminar que suspendeu o decreto municipal que interrompeu temporariamente a análise e a aprovação de projetos de loteamentos com terrenos menores que 200 metros quadrados. O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (10) e será analisado pelo Órgão Especial do tribunal.

A decisão que suspendeu o decreto foi tomada pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo diretório estadual do MDB. Em decisão preliminar, a magistrada entendeu que o município criou novas regras para os loteamentos por meio de um decreto, quando isso dependeria de aprovação por lei.

No recurso, a Procuradoria Geral do Município afirma que a decisão foi baseada em uma interpretação divergente do decreto e pede que a liminar seja revogada. Segundo a Prefeitura, o texto não criou novas exigências para empreendedores, mas apenas interrompeu temporariamente a análise de determinados projetos até a conclusão da revisão da legislação urbanística da capital.

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Na fundamentação do recurso, a Procuradoria sustenta que “o ato, todavia, nada indefere e nenhum requisito novo impõe: seu art. 1º limita-se a suspender temporariamente a análise, a emissão de diretrizes e a aprovação de determinados projetos de parcelamento. As medidas de 200 m² e de 10 m operam como simples critério de delimitação do universo de processos sobrestados, e não como parâmetro urbanístico exigível dos administrados”.

Outro ponto contestado pela Prefeitura é o entendimento de que não existiria base legal para a edição do decreto. Conforme a Procuradoria, a medida está amparada em uma lei municipal que autoriza a administração pública a adotar providências preventivas em situações que possam trazer riscos ao interesse público.

A Prefeitura também defende que o decreto tem caráter temporário e preventivo e não altera a legislação em vigor nem cria novas regras para os loteamentos. “Não se trata de regulamento autônomo, mas de providência acauteladora fundada no poder geral de polícia urbanística: ato geral, de caráter técnico e subordinado aos parâmetros fixados na legislação vigente. Cuida-se de exercício típico do poder de polícia administrativa, e não de inovação normativa primária, o que afasta qualquer cogitação de usurpação da função legislativa”, argumenta a Procuradoria.

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O município afirma ainda que a norma não teve efeito retroativo, pois atingiu apenas projetos que ainda aguardavam análise, sem modificar aprovações já concedidas. A Procuradoria também sustenta que manter a suspensão do decreto pode provocar prejuízos maiores, já que permitiria a aprovação de novos loteamentos enquanto a revisão do Plano Diretor ainda está em andamento, criando impactos urbanísticos que seriam difíceis de reverter.

Com o recurso, a Prefeitura pede que a desembargadora reveja a própria decisão ou, caso isso não ocorra, que o caso seja levado ao Órgão Especial do TJMT para decidir se o decreto volta a produzir efeitos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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