AGRONEGÓCIO
Mercur Lança Borracha 100% Nativa da Amazônia e Valoriza Comunidades Extrativistas
Publicado em
19 de setembro de 2024por
Da Redação
A Mercur, renomada indústria nas áreas de saúde e educação, apresenta ao mercado a primeira borracha produzida com látex 100% oriundo da Amazônia. Este lançamento inovador reflete o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a preservação ambiental, sendo o resultado de mais de uma década dedicada ao projeto Borracha Nativa, que visa apoiar e valorizar as comunidades extrativistas da região.
O projeto Borracha Nativa é uma parceria da Mercur com a rede Origens Brasil®, administrada pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A iniciativa promove uma relação comercial ética e direta com os povos da floresta, contribuindo para a conservação dos territórios e a valorização da cultura local. Com a produção da nova borracha, a Mercur apoia quatro áreas protegidas, um território indígena, dois grupos sociais, quatro organizações comunitárias e duas instituições de apoio.
A nova borracha, de cor natural e suave ao apagar, é composta por 78% de matérias-primas renováveis e não contém pigmentos. Além disso, possui um QR Code que direciona os consumidores para o site da rede Origens Brasil®, permitindo o acesso às histórias e origens dos produtos e das comunidades envolvidas em sua produção.
O conceito por trás do produto é “corrigir com consciência para preservar o futuro”. A Mercur acredita que cada usuário da nova borracha contribuirá para a conservação da Amazônia, e convida todos a se unirem à causa com a hashtag #AmazôniaViva, promovendo a sustentabilidade e a valorização das comunidades locais.
Cuidado e Impacto Social na Amazônia
O Projeto Borracha Nativa busca preservar a cultura e o modo de vida das populações tradicionais da floresta amazônica, ao mesmo tempo em que promove a geração de renda sustentável e o comércio ético. Em parceria com seringueiros das reservas extrativistas, a Mercur garante que o látex seja extraído de maneira responsável, sem prejudicar as árvores, e ajuda a manter o ciclo de produção que conserva a floresta em pé. A empresa fortalece seu compromisso com a sustentabilidade e a conservação ambiental, apoiando os membros da rede Origens Brasil® como a Rede Terra do Meio, a Associação Indígena Karo Paygap, entre outros, além das instituições Instituto Socioambiental e Pacto das Águas.
Desde o início da parceria, em 2010, a Mercur adquiriu mais de 63 toneladas de borracha natural da rede Origens Brasil®, com 4,37 toneladas em 2022 e 8,65 toneladas em 2023. A previsão é de que o volume anual atinja 30 toneladas nos próximos anos. O comércio ético com as comunidades extrativistas gerou mais de R$165 mil em renda local em 2023. Desde maio de 2023, a parceria com a Origens Brasil® foi expandida, reforçando o impacto socioambiental positivo da cadeia produtiva da borracha.
Jorge Hoelzel Neto, Facilitador de Direção da Mercur, destaca: “Já investimos R$140 mil em serviços socioambientais em 2024, e planejamos investir ainda mais com a compra adicional de borracha natural da Amazônia. Este investimento visa resgatar um passivo com as comunidades extrativistas e garantir que elas continuem sendo os guardiões das florestas, além de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa, já que evitamos o desmatamento nessas áreas. Nosso objetivo é continuar ampliando a compra de borracha nativa.”
O projeto abrange oito territórios: quatro na Terra do Meio em Altamira (PA) — Reserva Extrativista Rio Xingu, Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, Reserva Extrativista Rio Iriri e Terra Indígena Xipaya — e quatro territórios em terras indígenas no Estado de Rondônia (RO) — Igarapé Lourdes, Rio Branco, Sete de Setembro e Uru-Eu-Wau-Wau.
Com a expansão do Projeto Borracha Nativa e o lançamento da Borracha de Apagar Natural Nativa da Amazônia, a Mercur reforça seu compromisso com uma estratégia de longo prazo para manter a floresta em pé e viva, promovendo também a conservação cultural das populações tradicionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta
Published
16 horas agoon
14 de agosto de 2026By
Da Redação
A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.
O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.
Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.
Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.
O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.
O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.
A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.
A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.
Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.
A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.
Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.
A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.
As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.
Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.
Fonte: Pensar Agro
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