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Condições Climáticas Impactam Produção de Hortaliças, mas Valoriza o Mercado

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Apesar disso, essa situação acabou gerando preços mais altos para essas hortaliças devido à redução da oferta no mercado. Esse cenário de menor rendimento deve persistir no início da safra de inverno de 2024, possibilitando resultados financeiros positivos em relação aos custos de produção. As adversidades climáticas observadas desde o segundo semestre de 2023 foram a principal causa dessa redução na produtividade.

Impacto nas Hortaliças e Rentabilidade

Os dados estão presentes na edição Especial Hortaliças 2024 de junho da revista Hortifruti Brasil, publicada pelo Cepea, que analisa a rentabilidade das culturas de tomate e cebola. É importante notar que nem todos os agricultores estão desfrutando dessa rentabilidade, especialmente aqueles cujas hortaliças tiveram produtividade abaixo da média, o que pode limitar ou até mesmo anular as margens de lucro.

Análise Regional do Clima

No Sul do país, as fortes chuvas em setembro de 2023 prejudicaram a safra de hortaliças, especialmente no Rio Grande do Sul, onde enchentes causaram perdas significativas. Embora outras regiões do Sul não tenham enfrentado enchentes, também registraram queda na produtividade. Isso teve um impacto considerável na oferta, resultando em preços mais altos, especialmente para a cebola, cuja produção é predominantemente sulista no primeiro semestre do ano.

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Já no Sudeste, o início da safra de verão 2023/24 de tomate parecia promissor, mas a baixa umidade e as temperaturas elevadas afetaram a produção, principalmente no final da temporada e no início dos plantios de inverno. Essa situação foi agravada pela maior incidência de pragas, prejudicando ainda mais o rendimento das plantações.

A análise desses cenários destaca a importância de compreender os desafios climáticos para garantir a estabilidade e a rentabilidade na produção agrícola de hortaliças.

Confira a revista do HFBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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