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Turismo Rural Impulsiona Desenvolvimento Econômico e Valorização Cultural

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O turismo rural tem se consolidado como uma alternativa inovadora e sustentável para o desenvolvimento econômico, especialmente em regiões que buscam diversificação produtiva. Esse segmento valoriza as riquezas naturais, culturais e históricas do campo, proporcionando aos visitantes experiências autênticas de contato com a natureza e as tradições locais. Além de incentivar a revitalização de áreas subutilizadas, o turismo rural contribui para o aprimoramento da infraestrutura, beneficiando tanto os moradores quanto os turistas e gerando um ciclo virtuoso de progresso.

Diversificação econômica e novas oportunidades

Uma das principais vantagens do turismo rural é a possibilidade de diversificação das atividades econômicas no campo. Pequenos produtores têm transformado suas propriedades em atrativos turísticos, oferecendo hospedagem em pousadas, experiências gastronômicas com produtos regionais, passeios ecológicos e eventos culturais. Essa diversificação reduz a dependência exclusiva da atividade agrícola, frequentemente impactada por sazonalidades e oscilações de mercado, garantindo maior estabilidade financeira para as comunidades rurais.

“O turismo rural é um grande mercado que está se abrindo para os produtores, gerando oportunidades antes pouco exploradas. É fundamental compreender essas possibilidades, investir em capacitação e gestão eficiente para alcançar o sucesso. O Senar oferece cursos que auxiliam no desenvolvimento desses projetos”, afirma Tirso Meirelles, presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp/Senar-SP).

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Crescimento do turismo e perspectivas para o setor

O setor de turismo no Brasil apresentou um crescimento expressivo em 2024, com a chegada de 6,65 milhões de turistas, um aumento de 12,6% em relação a 2023. O segmento gerou mais de US$ 6,6 bilhões em receitas e criou aproximadamente 190 mil empregos formais. São Paulo, principal hub turístico do país, recebeu mais de 2,2 milhões de visitantes. O lançamento do Guia de Turismo Rural pelo governo estadual reforça as expectativas de expansão desse segmento, promovendo a cultura regional, a gastronomia e as tradições paulistas.

Instrutores do Senar, como Luiz Carlos Mapelli da Silva e Fanny Paulina Kriechle Kuhnle, destacam a importância da capacitação para o sucesso no setor. “Nosso objetivo é plantar uma semente e ajudá-la a prosperar”, explicam. Eles celebram casos bem-sucedidos de produtores que diversificaram suas atividades, investindo desde hospedagens até experiências imersivas, como os modelos “colha e pague”, nos quais os turistas podem colher frutas diretamente do pé antes de consumi-las.

Nilza Favero, do Sítio Jupati, em Piedade, relata os impactos positivos da iniciativa. “Fizemos o curso há quatro anos e, desde então, investimos no turismo rural com chalés para hospedagem, festival de morango orgânico e pesqueiro. Agora, estamos expandindo para a pesca esportiva. A expectativa é que os investimentos do estado impulsionem ainda mais a procura por essas experiências, reforçando as tradições e a hospitalidade paulista.”

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Nádia Novaes, da Moriá Beer Cervejaria Artesanal, também vê oportunidades promissoras no turismo rural. Após realizar o curso em 2012, uniu-se a outros produtores da região para fundar a Associação Amigos do Turismo Rural de Piedade. O grupo reúne agricultores familiares, artesãos e guias turísticos, promovendo experiências autênticas e fortalecendo a economia local.

Avanços da nova legislação para o turismo rural

A nova Lei Geral do Turismo, sancionada em novembro de 2024, trouxe avanços significativos para o setor. Uma das principais mudanças afeta diretamente os produtores rurais e agricultores familiares, que agora podem se registrar no Cadastur – cadastro oficial do Ministério do Turismo para empresas e prestadores de serviços turísticos – sem perder benefícios da categoria. Esse registro permite não apenas a comercialização de produtos diretamente nas propriedades, mas também o acesso a linhas de crédito e cursos de qualificação.

A inclusão dessa nova modalidade no sistema ainda está em fase de implementação e deverá estar disponível para os produtores nos próximos meses, representando um avanço importante para a profissionalização e expansão do turismo rural no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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