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Rússia Aumenta Previsões de Safra e Exportações de Grãos para 2024

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Nesta sexta-feira, a consultoria agrícola russa IKAR revisou suas previsões para a safra e as exportações de grãos da Rússia em 2024. A nova estimativa aponta para um aumento de 2,2% nas exportações, que devem alcançar 56,2 milhões de toneladas métricas. Além disso, a previsão para a safra de grãos foi ajustada de 128 milhões para 129,5 milhões de toneladas métricas. O governo russo, por sua vez, projeta uma safra de cerca de 132 milhões de toneladas.

Apesar dos desafios impostos por eventos climáticos extremos, como geadas na primavera, enchentes e calor intenso durante o verão, que impactaram algumas das principais regiões produtoras, a Rússia, maior exportador mundial de trigo, conseguiu avançar na colheita. Dados recentes indicam que 40% das áreas cultivadas já foram colhidas, totalizando quase 64 milhões de toneladas coletadas até a semana passada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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