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Exportações da Piscicultura Brasileira Crescem 174% no Terceiro Trimestre

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As exportações do setor de piscicultura brasileiro no terceiro trimestre de 2024 registraram um aumento significativo, com crescimento de 174% no valor financeiro e de 158% na quantidade de produtos exportados em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre julho e setembro, o Brasil exportou US$ 18,5 milhões e 4 mil toneladas de peixe para diversos países, evidenciando a expansão desse segmento no país. Esses dados estão disponíveis no mais recente boletim de Comércio Exterior da Piscicultura.

Esta é a 19ª edição do informativo, que analisa trimestralmente as estatísticas de exportação e importação da piscicultura nacional. O boletim é elaborado pela Embrapa Pesca e Aquicultura, com sede em Palmas-TO, e conta com a parceria da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). A edição referente ao terceiro trimestre de 2024 pode ser acessada gratuitamente aqui.

A tilápia continua sendo o peixe mais produzido e exportado pelo Brasil, com um total de mais de US$ 18 milhões em exportações entre julho e setembro, representando um crescimento de 173% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Em contraste, a segunda espécie mais exportada, o curimatá, movimentou apenas US$ 146 mil, enquanto o tambaqui, a espécie nativa mais produzida no Brasil, ficou em terceiro lugar, com exportações de US$ 108 mil.

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Os Estados Unidos mantêm-se como o principal mercado para as exportações de piscicultura brasileira. No terceiro trimestre de 2024, 92% do valor total exportado, equivalente a US$ 17 milhões, foi destinado a esse país. Em grande distância, Canadá, Japão e China foram responsáveis por apenas 2% cada. Para todos esses países, a tilápia foi a espécie mais exportada, sendo a única exportada para Canadá e Japão durante o período.

O produto de tilápia mais comercializado foi o filé fresco ou refrigerado, que representou US$ 12 milhões das exportações da piscicultura brasileira entre julho e setembro, um crescimento de 174% em comparação ao mesmo período de 2023. Nos últimos dois anos, as exportações desse produto têm mostrado uma tendência de alta, especialmente devido à sua inserção no mercado norte-americano.

O valor por quilograma do filé de tilápia alcançou US$ 7,89 no terceiro trimestre de 2024, em comparação aos US$ 6,99 registrados no mesmo período do ano passado. Essa categoria, que possui o maior valor agregado, é também a mais exportada pelo Brasil, contribuindo para o crescimento das exportações do setor.

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Os estados do Paraná e São Paulo foram responsáveis por 95% das exportações do setor no terceiro trimestre de 2024. O Paraná liderou com US$ 10,7 milhões, representando 59% do total exportado, enquanto São Paulo alcançou US$ 6,5 milhões, correspondendo a 36% do total. Em ambos os estados, o filé de tilápia fresco ou refrigerado foi o produto mais exportado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com liquidez reduzida por feriado nos EUA; Ibovespa acompanha cenário externo enquanto mercado monitora indústria brasileira e resultados corporativos

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O mercado financeiro iniciou esta sexta-feira (3) em ritmo mais lento devido ao fechamento das bolsas norte-americanas em razão do feriado da Independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho. A ausência de Wall Street reduz significativamente a liquidez global e limita os movimentos dos investidores, deixando o foco concentrado nos indicadores econômicos e no noticiário corporativo.

Na B3, o Ibovespa abriu a sessão próximo dos 174 mil pontos, após dois pregões consecutivos de valorização, mas com volume financeiro reduzido diante da menor participação dos investidores estrangeiros. Já o dólar iniciou o dia em leve queda, sendo negociado ao redor de R$ 5,19, refletindo o ambiente de menor liquidez e ajustes após os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera.

Mercado acompanha dados da economia brasileira

No cenário doméstico, os investidores concentram atenções na divulgação da produção industrial brasileira referente a maio. O indicador é considerado importante para medir o ritmo da atividade econômica e pode influenciar as expectativas para a política monetária e o desempenho da economia no segundo semestre.

Além dos indicadores econômicos, continuam no radar as discussões sobre o equilíbrio das contas públicas, a trajetória fiscal do país e o ambiente político, fatores que seguem influenciando o comportamento da curva de juros e o fluxo de investimentos para o Brasil.

Dados dos Estados Unidos mudam expectativas sobre os juros

O relatório oficial de emprego dos Estados Unidos divulgado na quinta-feira trouxe sinais mistos para a economia americana. Embora a taxa de desemprego tenha recuado para 4,2%, a criação de vagas veio abaixo das expectativas do mercado e os números dos meses anteriores foram revisados para baixo.

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Esse cenário reforçou a percepção de desaceleração gradual da atividade econômica e aumentou as apostas de que o Federal Reserve poderá manter os juros estáveis nas próximas reuniões, reduzindo parte da pressão sobre os mercados emergentes.

Bolsas internacionais encerram sessão em alta

Mesmo com a ausência dos mercados americanos nesta sexta-feira, as bolsas asiáticas encerraram o pregão em território positivo.

O índice CSI 300, da China, avançou 0,62%, enquanto o índice de Xangai registrou alta de 0,37%. No Japão, o Nikkei subiu 1,47%, refletindo maior apetite por ativos de risco. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, apresentou forte valorização de 5,76%, liderando os ganhos na região.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única ao longo da manhã, em sessão marcada por baixo volume financeiro e pela divulgação de indicadores econômicos da Zona do Euro, que também influenciam o humor dos investidores.

Rotação de investimentos beneficia a Bolsa brasileira

Segundo gestores do mercado, a realização de lucros nas empresas globais ligadas ao setor de inteligência artificial favoreceu uma migração parcial de recursos para mercados emergentes, beneficiando a Bolsa brasileira nos últimos pregões.

Apesar desse movimento, especialistas destacam que a volatilidade deve permanecer elevada nas próximas semanas, especialmente diante das expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos, das discussões fiscais no Brasil e do calendário eleitoral.

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Empresas movimentam o pregão da B3

O noticiário corporativo segue intenso nesta sexta-feira.

A Embraer informou a entrega de 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, o melhor desempenho para o período nos últimos 16 anos, reforçando a recuperação da fabricante brasileira no mercado global de aviação.

No setor de petróleo, Brava Energia e PRIO divulgaram suas prévias operacionais de junho, mantendo resultados consistentes na produção de óleo e gás.

Já no varejo, a RD Saúde concluiu a aquisição da Stix Fidelidade, ampliando sua estratégia de fidelização de clientes. A Natura aprovou um novo programa de recompra de ações, medida que costuma ser interpretada pelo mercado como sinal de confiança na geração de valor para os acionistas. Além disso, a gestora Advent ampliou sua participação acionária na companhia, reforçando sua presença entre os investidores relevantes.

Perspectivas para os próximos dias

Com Wall Street fechada, o restante da sessão deve permanecer marcado por baixa liquidez e menor volatilidade. Ainda assim, investidores continuarão atentos aos indicadores econômicos brasileiros, à evolução das expectativas para os juros americanos e ao comportamento das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, que seguem influenciando empresas de grande peso no Ibovespa.

A retomada das negociações completas nos mercados internacionais na próxima semana deverá devolver maior volume financeiro às bolsas globais, trazendo novos direcionamentos para os ativos brasileiros e para o mercado de commodities.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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